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Mercado Imobiliário

Ações de incorporadoras do MCMV caem 18% em três meses

Cury, Direcional, MRV, Plano&Plano e Tenda recuam 18% em três meses; BTG Pactual vê exagero do mercado e mantém compra. Confira a análise.

Fonte: Metro Quadrado2 min de leitura

As ações de cinco incorporadoras que atuam na baixa renda recuam na bolsa. Cury, Direcional, MRV, Plano&Plano e Tenda caem 18%, em média, nos últimos três meses, pressionadas pela piora nas condições de funding do Minha Casa Minha Vida.

Segundo o BTG Pactual, o mercado está exagerando no pessimismo. Entre os fatores que reduziram a confiança dos investidores está o endurecimento dos critérios da Caixa para a concessão de financiamentos aos compradores. A medida afetou as vendas de junho e levou a um segundo trimestre mais fraco que o previsto.

A revisão dos critérios atinge diretamente as incorporadoras, já que a pontuação de crédito para aprovação de novos projetos passa a depender da inadimplência das famílias. Além disso, a greve dos funcionários da Caixa, iniciada neste mês, atrasa o repasse dos contratos de clientes ao banco.

Com o desempenho fraco do segundo trimestre e a expectativa de um terceiro trimestre abaixo do esperado, o BTG cortou em 10% as estimativas de lucro por ação (EPS) de Cury, Direcional e Tenda para 2027. Para MRV e Plano&Plano, a redução foi de 45%, porque margens e alavancagem registraram resultados mais fracos que o previsto.

Mesmo assim, o banco considera que as ações estão sendo penalizadas em excesso. No mesmo período, o Ibovespa avança 8%. Os analistas Gustavo Cambaúva e Gustavo Fabris afirmam que o desempenho ruim é excessivo, já que as restrições da Caixa estão se normalizando e o efeito sobre o lucro por ação é praticamente irrelevante.

Para o BTG, as incorporadoras de baixa renda seguem em patamar atrativo, negociadas a 3-5x P/E e com dividendos considerados generosos mesmo sob premissas conservadoras. O banco manteve a recomendação de compra para as cinco companhias sob sua cobertura e apontou a Tenda como top pick do setor.

A preferência pela Tenda se deve ao valuation atrativo, à projeção de crescimento do lucro acima da média e a opcionalidades como a entrada da companhia na Faixa 4 do MCMV e o turnaround da Alea.

Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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