Perguntas frequentes
Como o CUB é calculado?
Cada SINDUSCON regional usa a NBR 12721 da ABNT, que define projetos-padrão para cada tipologia — planta, lista de materiais e composição de mão de obra. O SINDUSCON coleta mensalmente os preços desses insumos no mercado local e publica o resultado até o último dia útil do mês de referência.
O que significam os códigos das tipologias (R1-N, R8-A, GI...)?
A sigla codifica o tipo e padrão da obra. A letra inicial indica o uso: R = residencial, P = popular/habitação de interesse social, C = comercial, G = galpão. O número indica os pavimentos (1, 8 ou 16). A letra final indica o padrão: B = baixo, N = normal, A = alto. GI (Galpão Industrial) e PIS (Habitação de Interesse Social) são casos especiais definidos pela NBR 12721.
Por que o valor varia entre estados?
Mão de obra e materiais têm preços distintos por região. São Paulo e Rio de Janeiro costumam ter CUBs mais altos por causa de convenções coletivas valorizadas e maior demanda por profissionais qualificados. Estados do Norte têm mão de obra mais barata, mas o custo do frete de materiais pode compensar parte da diferença. Entidades regionais como Sinduscon-MG e Sinduscon-SP publicam CUBs próprios com pesos de insumos adaptados ao mercado local.
Qual a diferença entre CUB e INCC?
O CUB (Custo Unitário Básico) é calculado por SINDUSCON regionais com base em projetos-padrão da NBR 12721. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) é apurado pela FGV com uma cesta de insumos nacional e ponderação por faixas de obra. O CUB é mais detalhado por tipologia e estado; o INCC é mais usado como índice geral de reajuste em contratos de incorporação e financiamentos imobiliários durante a fase de construção.
Posso usar o CUB para reajustar um contrato?
Sim, desde que o contrato especifique qual CUB (estado + tipologia) usar e com qual periodicidade. A fórmula padrão é: novo valor = valor original × (CUB atual ÷ CUB na data-base). O Simulador de Correção aqui disponível aplica isso automaticamente com a série histórica completa.
Qual a diferença entre padrão B, N e A?
O padrão (Baixo, Normal, Alto) reflete a qualidade dos acabamentos e instalações, conforme especificado na NBR 12721. Não é só uma questão de custo: as especificações técnicas de cada padrão — tipo de revestimento, esquadrias, instalações elétricas e hidráulicas — afetam o projeto estrutural inteiro. A diferença de custo entre B e A costuma ser de 30% a 50% na mesma tipologia e estado.
O CUB serve para avaliar um imóvel pronto?
Não diretamente. O CUB mede o custo de construção por metro quadrado, não o valor de mercado de um imóvel. Em avaliações técnicas, é usado como "custo de reposição" — quanto custaria reconstruir o imóvel hoje, sem considerar terreno ou valorização de mercado. Para valor de mercado, são usados métodos comparativos com transações similares.
Com que frequência o CUB é publicado?
Mensalmente. Cada SINDUSCON regional publica o CUB até o último dia útil do mês de referência. O Construnews coleta e atualiza os dados automaticamente após a divulgação, garantindo que os valores exibidos reflitam sempre o mês mais recente disponível.