O índice de evolução da atividade da indústria da construção variou 0,1 ponto em julho, para 47,2 pontos, segundo a Sondagem Indústria da Construção divulgada pela CNI em parceria com a CBIC. O indicador ficou meio ponto abaixo da média histórica para o mês.
Atividade da construção desacelera, mas emprego resiste em julho
Índice de atividade da construção variou 0,1 ponto em julho, para 47,2, enquanto emprego subiu 0,4 ponto, a 48,3. Dados da CNI/CBIC mostram descompasso entre ritmo das obras e mercado de trabalho.
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu 1 ponto percentual em agosto, para 66%, 2 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.
O emprego no setor, porém, apresentou desempenho mais favorável. O índice de evolução do número de empregados subiu 0,4 ponto, alcançando 48,3 pontos, 1,6 ponto acima da média para julho.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribuiu o descompasso ao tempo que o mercado de trabalho leva para refletir a desaceleração da atividade. “Essa diferença entre os comportamentos é comum em situações de desaceleração da atividade”, afirmou.
Empresários pessimistas há 20 meses
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção subiu 1,6 ponto em agosto, para 47,2 pontos. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, o que sinaliza pessimismo entre os industriais do setor.
Expectativas moderadas
Para os próximos meses, os empresários projetam leve alta no nível de atividade (50,6 pontos) e estabilidade nas compras de insumos (50,1 pontos) e no número de empregados (50 pontos). A expectativa para novos empreendimentos e serviços caiu 0,2 ponto, para 48,7 pontos.
A intenção de investir ficou estável em 42,2 pontos, ainda acima da média histórica de 38,4 pontos. A pesquisa ouviu 318 empresas entre 3 e 12 de agosto de 2026.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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