O Bradesco aumentou as taxas do financiamento imobiliário após a disparada dos juros futuros que se seguiu à reeleição do presidente Lula, e a medida deve pressionar as vendas das incorporadoras. Segundo a reportagem do Metro Quadrado, a alta atinge diretamente quem busca financiar imóveis com o banco.
Bradesco sobe taxas do crédito imobiliário após eleição
O Bradesco elevou as taxas do crédito imobiliário após a disparada dos juros futuros; veja os novos patamares e o que dizem analistas e concorrentes.
Para clientes Private, a taxa da linha de crédito imobiliário subiu 2,15 pontos percentuais, para TR+13,6%. Na linha Principal, o aumento foi maior, de 3,3 pontos, com a taxa chegando a TR+14,2%. As taxas também avançaram na linha para aquisição de imóveis comerciais por pessoas jurídicas, com alta de 2,51 pontos e patamar de TR+16,5%.
O Bradesco afirmou que as condições finais são negociadas com análise individualizada das propostas, mas que a atualização dos patamares máximos se deve ao aumento das taxas de juros do mercado. Um analista ouvido pelo Metro Quadrado observou que as novas taxas valem apenas para novas contratações, por isso não devem afetar de imediato o resultado do próximo trimestre. Ele ponderou, porém, que, se os concorrentes fizerem o mesmo, o repasse pode ficar prejudicado, e que a abertura da curva de juros deve pressionar o custo de funding.
Os futuros de DI dispararam logo após o resultado das eleições e chegaram a rondar 16% na máxima do dia. Após um breve alívio no dia anterior, as taxas voltaram a subir. Na avaliação do BTG, os juros reais de longo prazo, que vinham em queda no último mês e chegaram a 6,7%, podem ultrapassar 8% a depender da política fiscal adotada no novo mandato de Lula.
A XP lembra que o mercado de média e alta renda já está sobreofertado e que os estoques em crescimento também devem pesar sobre a velocidade de vendas. Ygor Altero, head do setor imobiliário do research da XP, afirmou que a dinâmica é mais desafiadora e que, como consequência, poderá haver redução dos lançamentos.
Outros bancos privados ainda não acompanharam o Bradesco. O Itaú disse que acompanha os movimentos de mercado para avaliar possíveis ajustes, e o Santander afirmou que observa os indicadores econômicos e avalia eventuais impactos sobre as taxas de juros.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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