A Caixa Econômica Federal apresentou um novo desenho de transferência intermediada para reduzir a inadimplência. O anúncio foi feito por Raul de Oliveira Gomes, diretor executivo da Superintendência Nacional de Habitação PJ, em reunião do Comitê de Habitação Popular do SindusCon-SP e da Vice-Presidência de Habitação Econômica do Secovi-SP, em 19 de agosto.
Caixa propõe novo modelo de transferência intermediada
Caixa apresenta novo modelo de transferência intermediada para imóveis usados com prazo de até 360 dias. Medida busca reduzir inadimplência no setor habitacional, diz diretor da Caixa.
A nova transferência intermediada será destinada a imóveis usados, com prazo de até 360 dias além do habite-se. Segundo Gomes, a construtora providencia a procuração do mutuário, outro cliente com crédito aprovado assina o contrato e liquida o anterior.
Para o cliente inadimplente em três parcelas na fase de obras, a construtora ou o cliente informam o desejo de devolver a unidade e indicam o interessado. A dívida é liquidada, a unidade é liberada, o subsídio é devolvido ao FGTS e o mutuário inadimplente é trocado por outro adimplente.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, destacou preocupação com o financiamento habitacional para a classe média e com indícios de desaceleração econômica. Afirmou que o setor pleiteia o adiamento do início da reforma tributária e teme aumento de custos em função dela.
Gomes afirmou que os financiamentos habitacionais às empresas serão realizados sem necessidade de suplementação orçamentária. Disse ainda que, caso não haja acordo, a Caixa estuda uma solução de liquidação antecipada do financiamento ao cliente inadimplente, devolvendo o imóvel à construtora.
A inadimplência da Pessoa Jurídica está por volta de 3%, segundo Gomes. Campoy, do CCFGTS, apresentou sugestões de aperfeiçoamento na transferência intermediada.
Daniela Ferrari, vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP e de Habitação Econômica do Secovi-SP, afirmou que o setor se reunirá com o Ministério das Cidades para tratar de propostas como a criação de um Código de Obras nacional. Comentou que a Prefeitura de São Paulo aguarda garantia da União para obter financiamento de R$ 1 bilhão para colocar em dia os atrasos no programa habitacional Pode Entrar.
Ferrari relatou o início da 9ª etapa do Casa Paulista, o adiamento do chamamento de novas centralidades e do chamamento da Fazenda Albor. Comentou tratativa com a Sabesp para facilitar o enquadramento das HIS com documentação dos municípios.
Luis Mendes, assessor do Secovi-SP, apresentou a última atualização dos desembolsos do FGTS para a habitação. Comentou que as contratações da Faixa 1 no Estado de São Paulo têm crescido, porém menos que em outras unidades da Federação, ao mesmo tempo que cresceram as da Faixa 4.
Laryssa Kakuiti, do Secovi-SP, apresentou números de vendas e lançamentos de imóveis no município de São Paulo no primeiro semestre, com crescimento no segmento popular e diminuição em outros mercados.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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