Em Capão da Canoa, no norte do Rio Grande do Sul, novos projetos imobiliários começam a atender quem busca um lugar para morar, e não apenas para passar as férias. A cidade, tradicional destino de veraneio dos gaúchos, passa a receber empreendimentos que vão além dos imóveis à beira da praia.
Capão da Canoa deixa de ser só veraneio e atrai moradores
Capão da Canoa cresce como cidade para morar, com projetos imobiliários da DeMello e da Plaenge. Veja os números do mercado local e entenda a tendência.
Segundo o IBGE, a cidade tinha 66,2 mil moradores em 2026, alta de 57,5% em relação ao Censo de 2010. Já a DeMello, uma das maiores incorporadoras da região, cita estimativas informais do município, baseadas em estudos de saúde e consumo, que apontam população superior a 100 mil habitantes. De acordo com o Censo Escolar, o número de matrículas na rede privada de ensino básico mais do que dobrou nos últimos 10 anos.
O movimento contrasta com o Rio Grande do Sul, um dos estados que mais perderam população no último Censo. A pandemia ajudou a explicar a mudança, já que o home office permitiu que muitas pessoas realizassem o sonho de morar no litoral. As enchentes de 2024, que atingiram áreas da região metropolitana de Porto Alegre, também levaram milhões de pessoas a repensar onde vivem.
A DeMello é dona do maior projeto anunciado até agora na cidade, o Barra Norte, que prevê um bairro planejado com 140 hectares de produtos imobiliários ao longo dos próximos anos. A companhia lança no próximo mês parte da primeira fase, um condomínio de lotes com 50 hectares e VGV de R$ 450 milhões. O potencial total de vendas do bairro ultrapassa R$ 1 bilhão.
Capão tem um plano diretor mais favorável à verticalização do que a vizinha Xangri-lá, o que permitiu maior adensamento na última década. Esse crescimento, porém, já causa problemas de circulação de veículos, sobretudo no verão, quando moradores e veranistas se somam. O projeto da DeMello, mais afastado do centro, prevê espaços para comércio, serviços, parque e escola.
Quando estiver pronto, o bairro pode chegar a 5 mil unidades habitacionais, entre lotes e edifícios, e receber 15 mil moradores, segundo os cálculos da incorporadora. A Plaenge, uma das maiores construtoras do Sul do País, possui área de cerca de 400 hectares vizinha e deve anunciar um projeto na região, segundo uma fonte a par do assunto.
Para o corretor Fabiano Braga, um dos maiores da região, a demanda sustenta projetos desse porte. A cidade vendeu R$ 1,9 bilhão em imóveis no ano passado, quase o dobro do patamar de 2020. Segundo Braga, o parcelamento direto com as incorporadoras é um fator importante, tradição criada pela demora da cidade em liberar o Habite-se, pré-requisito para financiamento bancário.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.
Conhecer o CaptaObras →Mais em Mercado Imobiliário
FII oferece compra de imóveis na planta para incorporadoras
O VRTM11 compra unidades de incorporadoras com deságio de até 40% e recompra depois. Entenda a estratégia do fundo para vender sem desconto ao consumidor.
Vacância de galpões cai a 4,9% e estoque cobre só 6 meses
Vacância de galpões fecha o 3º tri em 4,9%, menor da série histórica. Binswanger vê baixa oferta até 2027 e recomenda antecedência de um ano e meio.
Vacância de escritórios no Rio cai ao menor nível desde 2014
A vacância de escritórios de alto padrão no Rio caiu para 23,5%, menor patamar desde 2014. Veja os bairros e o preço médio de locação na cidade.