A Rodada de Negócios do Mercado Imobiliário, promovida pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), ocorreu nesta quarta-feira (10) na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu empresários, dirigentes setoriais e especialistas para debater financiamento habitacional, reforma tributária e a proposta de redução da jornada de trabalho.
Rodada de Negócios da CBIC debate reforma tributária e jornada 6×1
Encontro da CBIC em Brasília discutiu financiamento habitacional, reforma tributária e redução da jornada de trabalho. Presidente alerta para desafios em 2027.
Na abertura, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirmou que a reunião ocorre em um momento de desafios para o mercado imobiliário às vésperas das eleições. O presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, disse que 2027 será um ano desafiador e que pode haver uma crise fiscal por conta da reforma tributária.
Ely Wertheim, vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC e presidente executivo do Secovi-SP, avaliou que o setor precisa se preparar para as mudanças. “Estamos na beira de um abismo muito sério. Do ponto de vista empresarial é complicado. É algo que vai exigir investimento e tempo”, declarou.
Rodrigo Dias, membro dos Conselhos Jurídicos do SindusCon-SP e do Secovi-SP, afirmou que o tema exigirá acompanhamento permanente das entidades. “Precisamos, como entidades, propor essa agenda e discutir como vamos lidar com a reforma tributária diante da complexidade e da falta de aderência com muitas situações do dia a dia”, disse.
O financiamento habitacional também esteve entre os destaques. Luis Fernando Mendes, economista e assessor técnico especializado das comissões CII e CHIS da CBIC, alertou para a necessidade de ampliar as fontes de financiamento além da habitação de interesse social. Segundo ele, aproximadamente 65% da produção atual está concentrada no programa Minha Casa, Minha Vida.
A proposta de redução da jornada de trabalho também foi debatida. Wertheim alertou para os reflexos econômicos sobre as empresas. “Com certeza teremos um aumento de custo e teremos um prazo curto para adaptação por meio de acordos coletivos”, observou.
Luis Henrique Cidade, responsável pelas Relações Institucionais e Governamentais da CBIC, destacou que o debate segue em curso no Congresso Nacional. “O Senado sinaliza uma certa reação. É uma matéria que tem repercussão não apenas para os negócios, mas também para a vida do cidadão como um todo”, afirmou.
Os participantes também discutiram questões relacionadas ao ambiente regulatório e à burocracia que impacta a produção habitacional. A agenda incluiu uma apresentação sobre contratos de correção de valores, conduzida por Olivar Vitale, membro dos Conselhos Jurídicos do SindusCon-SP e do Secovi-SP.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.
Conhecer o CaptaObras →Mais em Mercado Imobiliário
Rio Preto vende menos imóveis, mas movimenta 17,5% mais
Rio Preto teve 1.162 unidades vendidas no 2º trimestre de 2026, mas valor movimentado subiu 17,5%. Veja os dados do Secovi-SP e acompanhe o mercado.
São José dos Campos lidera ranking de terrenos caros de SP
Região de São José dos Campos, Caçapava e Taubaté lidera preço de lotes em SP; metro quadrado chega a R$ 1.069. Confira o levantamento do Secovi-SP.
Sorocaba lidera lançamentos residenciais no Interior paulista
Sorocaba lançou 8.310 unidades residenciais em 2025, alta de 86%, segundo o Secovi-SP. Veja o que impulsiona a demanda na cidade e os dados por faixa de renda.