A ampliação do crédito imobiliário, as perspectivas para o financiamento pelo SBPE e os impactos da regulamentação da Reforma Tributária dominaram a Rodada de Negócios do Mercado Imobiliário, realizada nesta quinta-feira (27), em São Paulo. O evento foi promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da Comissão da Indústria Imobiliária (CII).
CBIC reúne setor imobiliário para discutir crédito e Reforma Tributária
Rodada de Negócios da CBIC discutiu crédito SBPE, Reforma Tributária e mercado. Bradesco projeta R$ 185 bilhões em financiamento. Leia no Construnews.
Na abertura, o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, destacou a troca de informações entre os diferentes mercados do país. “É um momento importante para o mercado imobiliário. Essa reunião é importante para a gente conhecer os mercados regionais”, afirmou. Ao lado dele estava o vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC e presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim.
A programação começou com Romero Gomes de Albuquerque, diretor de Crédito Imobiliário do Banco Bradesco. Ele apresentou as perspectivas do crédito imobiliário e o funding para o setor. Segundo Albuquerque, a expectativa é de que o financiamento pelo SBPE alcance R$ 185 bilhões neste ano, mesmo com juros elevados.
“A gente vai ter um ano muito bom mesmo nesse nível de taxa de juros alto e níveis de inflação. É uma linha importante e resiliente porque a demanda existe sempre”, afirmou. Ele também disse que o banco quer ampliar sua participação no financiamento do Minha Casa, Minha Vida, especialmente nas faixas 3 e 4.
O deputado federal João Cury participou do encontro e recebeu uma homenagem. Ele ressaltou a importância da construção para a economia brasileira. “A construção é um setor essencial para o país pela infraestrutura e pela geração de empregos”, afirmou.
Reforma Tributária exige atenção do setor
A regulamentação da Reforma Tributária também esteve entre os principais assuntos da Rodada. O debate contou com representantes do setor, que destacaram a necessidade de diálogo com o governo e de atenção às mudanças que terão impacto sobre as empresas.
Para Caio Portugal, vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Secovi-SP e presidente da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO), a CBIC tem papel relevante na interlocução com a Receita Federal. “É fundamental o papel da CBIC na condução desse tema com a Receita Federal e estamos com um canal aberto. Precisamos discutir a prorrogação da implementação, colocar o próximo ano como um ano de teste, o que a gente não conseguiu fazer em 2026”, afirmou.
O presidente do Conselho de Ética da CBIC, José Carlos Gama, chamou atenção para três pontos que exigem acompanhamento dos empresários durante a transição para o novo sistema tributário. O primeiro é verificar se os fornecedores estão deduzindo da base de cálculo os tributos que deixarão de existir. O segundo envolve as obrigações acessórias. O terceiro é o redutor de ajuste para empresas que possuem imóveis.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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