A Central Capital captou R$ 1,1 bilhão para seu segundo fundo imobiliário, o Central Flagship Fund II. O levantamento ocorreu em um ambiente de juros elevados e baixa liquidez no mercado, segundo a gestora.
Central capta R$ 1,1 bilhão em segundo fundo imobiliário
O primeiro fundo, de R$ 1 bilhão, foi levantado em 2022, período de mudança de governo e juros altos. Agora, o cenário é ainda mais complexo, com incertezas externas e eleições no Brasil, além de Selic sem perspectiva de corte substancial.
“É nesses ambientes de extrema volatilidade que conseguimos montar os melhores portfólios”, disse Thiago Costa, cofundador da Central, ao Metro Quadrado. “Sempre que você tem ‘vol’ e mercado de capitais fechado ou seletivo, principalmente para fundos imobiliários, é um excelente momento para a gente investir.”
No primeiro fundo, o Credit Suisse (hoje UBS) ancorou metade do total captado em troca de participar do carry. Já no novo fundo, o passivo foi mais pulverizado, com investidores como os privates do Itaú, Bradesco e UBS, além de family offices e fundações. Quase 100% dos investidores do primeiro fundo também investiram no segundo.
A tese do novo fundo é a mesma do primeiro: investir no mercado imobiliário com abordagem de private equity e special sits. O foco são transações entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões, faixa que a gestora considera seu “sweet spot”.
O mandato é flexível, permitindo alocar em diferentes classes de ativos, geografias e estruturas de capital, de full equity a full debt, segundo Bruno Vargens, cofundador. “Outro diferencial é que já temos o dinheiro captado numa indústria que se acostumou a fazer somente club deals”, afirmou.
A captação durou quatro meses e foi oversubscribed, mas a Central manteve o hard cap de R$ 1,1 bilhão para não ultrapassar a capacidade ideal da estratégia. O fundo tem prazo de oito anos e baixa liquidez, diferindo de muitos FIIs que captam com ativos já identificados e liquidez imediata.
Além dos dois fundos flagship, a Central levantou outros dois veículos de co-investimento de R$ 200 milhões cada, elevando o AUM total para R$ 2,5 bilhões. O primeiro investiu na antiga sede do Unibanco, perto do Shopping Eldorado, em São Paulo. O segundo foi para dívida high yield.
A gestora tem equipe de 12 pessoas, das quais sete são sócios. Desde a fundação, fez 25 negócios e já desinvestiu metade deles. Antes da Central, Thiago foi sócio da HSI, onde liderou transações como a incorporação do Faria Lima Plaza.
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