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Condições financeiras da construção seguem negativas no 2º trimestre

Fonte: CBIC·

O índice de satisfação com a situação financeira da indústria da construção variou 0,2 ponto no segundo trimestre, para 45,2 pontos, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela CNI em parceria com a CBIC. O indicador segue abaixo da linha de 50 pontos, o que reflete insatisfação dos empresários.

O índice de facilidade de acesso ao crédito subiu 1,6 ponto, para 39,3 pontos, mas ainda indica grande dificuldade para obter empréstimos. Já a satisfação com o lucro operacional avançou 0,4 ponto, para 41,7 pontos, também abaixo dos 50 pontos.

O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas recuou 2,2 pontos, para 66,2 pontos. Os empresários ainda sentem o encarecimento, mas de forma menos intensa que no primeiro trimestre.

“O setor tem sido pressionado não só pelas taxas de juros, mas também por elevação consistente dos custos de mão de obra e insumos”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Juros altos lideram ranking de problemas

Os juros elevados foram apontados por 36,2% dos empresários no segundo trimestre, ante 34,9% no primeiro. A carga tributária caiu de 33,9% para 33,6%, mas segue em segundo lugar. A falta ou alto custo de mão de obra não qualificada subiu para 28,9%, e a de trabalhador qualificado, para 28,6%. A demanda interna insuficiente fechou a lista com 17,3%.

Desempenho recua em junho

O índice de evolução do nível de atividade caiu 1,9 ponto, para 47,2 pontos. O indicador de número de empregados recuou 0,6 ponto, para 47,9 pontos. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se em 67%, mesmo patamar observado em junho do ano passado.

Expectativas pessimistas

Todos os índices de expectativas para os próximos seis meses caíram em julho e cruzaram a linha de 50 pontos. O índice de nível de atividade recuou 3,7 pontos, para 49,2; o de empregados caiu 3,6 pontos, para 49,1; o de novos empreendimentos e serviços recuou 3,6 pontos, para 48,9; e o de compra de insumos caiu 4,5 pontos, para 48,3.

É a primeira vez desde abril de 2020 que os quatro indicadores passam do campo positivo para o negativo ao mesmo tempo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do setor recuou 2,1 pontos em julho, para 45,6 pontos. A intenção de investimento caiu de 43,7 para 42,4 pontos.

A sondagem consultou 321 empresas entre 1º e 10 de julho de 2026.

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