A indústria da construção abriu 20.848 empregos com carteira assinada em agosto no Brasil, segundo o Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29/09. No acumulado do ano, o setor soma 200.431 novas vagas criadas, e ao final de agosto empregava 3,15 milhões de trabalhadores formais no país. A construção respondeu por 12,57% dos novos postos de trabalho criados no mês.
Construção abre 20,8 mil empregos em agosto; confiança recua
A construção abriu 20.848 empregos formais em agosto e chegou a 200.431 vagas no ano. Veja os sinais de desaceleração e a queda na confiança do setor.
Em São Paulo, o setor gerou 2.728 empregos em agosto, depois de registrar saldo negativo em maio, junho e julho. Entre os estados, os maiores saldos positivos da construção, além de São Paulo, foram registrados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Bahia e Pará. Na comparação entre setores, a construção ficou em segundo lugar na criação de empregos no mês, atrás apenas dos serviços.
Segundo Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, há sinais de desaceleração no ritmo de geração de vagas. Ele afirmou que a tendência é de queda com o fim das obras públicas no período eleitoral e a perspectiva de menos novos contratos. Também citou o temor de fechamento de postos caso seja aprovada a redução da escala de trabalho 6×1, o que elevaria os custos do setor.
Nos indicadores de custos, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela FGV IBRE, subiu 0,25% em setembro, abaixo dos 0,85% de agosto. Em 12 meses, o índice acumula alta de 6,61%, ante 7,07% em setembro de 2025. Em São Paulo e em outras quatro capitais, a variação mensal também desacelerou.
Já o Índice de Confiança da Construção (ICST), também da FGV IBRE, caiu 1,4 ponto em setembro, para 90,5 pontos. Na média móvel trimestral, recuou 0,4 ponto, para 91,6 pontos. A escala vai de 0 a 200, e resultados abaixo de 100 indicam percepção negativa das empresas. A sondagem foi realizada entre 1º e 22 de setembro. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, afirmou que o resultado aponta cautela e pessimismo moderado, com recuo das expectativas em todos os segmentos.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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