A indústria da construção abriu novos empregos no país em agosto, segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado de 12 meses até aquele mês, o saldo também é positivo.
Construção segue gerando vagas, mas ritmo deve desacelerar
A indústria da construção segue abrindo empregos, mas o ritmo tende a desacelerar com o fim das obras públicas. Veja os fatores que pesam sobre o setor.
Apesar do desempenho, a tendência é de desaceleração. O fim das obras públicas no período eleitoral e a perspectiva de redução de novos contratos devem diminuir o saldo entre admissões e demissões. Há ainda temor de fechamento de postos caso seja aprovada a redução da escala de trabalho 6×1, que elevaria os custos do setor e inibiria novas contratações.
A alta dos juros e o aumento do endividamento das famílias também ajudam a explicar o arrefecimento esperado, que já ocorre em alguns segmentos da construção. Somam-se a isso os custos em elevação. Nos 12 meses encerrados em setembro, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) acumula alta de 6,61%. Na cidade de São Paulo, a alta é ainda maior no mesmo período, de 7,48%.
O Índice de Confiança do Setor da Construção caiu 1,4 ponto em setembro, para 90,5 pontos. Como a pontuação só indica otimismo acima de 100, a Sondagem da Construção do FGV Ibre captou cautela e pessimismo moderado entre os empresários. O indicador de expectativas recuou em todos os segmentos, e as construtoras projetam menos expansão do emprego.
A ausência de detalhes sobre como as principais candidaturas à Presidência da República pretendem enfrentar os problemas do país também amplia a incerteza, segundo a fonte.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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