O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão ocorreu em junho de 2026 e marca o terceiro corte consecutivo dos juros básicos da economia.
Copom reduz Selic para 14,25% em terceiro corte consecutivo
O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,25% ao ano. É o terceiro corte consecutivo da taxa básica de juros da economia brasileira
O movimento ocorre em um cenário de incertezas internacionais e pressões inflacionárias domésticas. O Copom apontou a permanência de conflitos no Oriente Médio e suas consequências já materializadas nos preços de combustíveis e alimentos como fatores que dificultam a queda da taxa. A instituição reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária diante do aumento da volatilidade nos mercados.
As expectativas de inflação cheia aceleraram e ultrapassaram o limite superior da banda de tolerância. Segundo a pesquisa Focus, as projeções de inflação para 2026 e 2027 situam-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente. A meta oficial para inflação em 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
No ambiente doméstico, os indicadores mostram aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano. O mercado de trabalho mantém sinais de resiliência, enquanto setores mais cíclicos voltaram a desempenhar papel significativo. No entanto, o cenário segue marcado por expectativas desancoradas e pressões no mercado de trabalho.
O Copom informou que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta. A instituição avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.
A Selic ficou em 15% ao ano de junho de 2025 a março de 2026, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o processo de corte dos juros em março deste ano, em cenário de queda da inflação. A instituição segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Agência Brasil Economia. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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