A construção civil gerou 12 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em maio de 2025, segundo o Caged. O número representa uma queda de 27,7% na comparação com os 16,6 mil empregos criados no mesmo mês de 2024.
Emprego na construção desacelera, mas setor é o 2º que mais contrata
No acumulado de 12 meses encerrados em maio, o setor criou 91 mil vagas formais, ante 98,7 mil no período imediatamente anterior. A desaceleração é atribuída à redução do ritmo da atividade desde dezembro, conforme a maioria das construtoras ouvidas na Sondagem da Construção do FGV IBRE em junho.
## São Paulo fecha vagas
Seis estados registraram saldo negativo de empregos na construção em maio. São Paulo fechou 688 postos de trabalho com carteira assinada, repetindo em menor escala o ocorrido em maio de 2024, quando encerrou 983 vagas.
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Roraima, Alagoas e Rio Grande do Norte também diminuíram o número de empregados na construção. Na cidade de São Paulo, o saldo entre admitidos e demitidos no setor foi de apenas 43 trabalhadores em maio, contra 57 em maio de 2024.
## Falta de mão de obra persiste
O principal gargalo apontado pelas construtoras na Sondagem da Construção foi a falta de mão de obra, inclusive a não qualificada. O item continuou sendo o que mais limitou o crescimento dos negócios, segundo a enquete do FGV IBRE.
A sondagem mostrou que o setor permanece moderadamente pessimista. Houve recuo nos indicadores de Situação Atual dos Negócios, Carteira de Contratos e Demanda Prevista, com ligeira melhora apenas em Tendência dos Negócios.
## Participação na economia
Apesar da desaceleração, a construção civil foi o segundo setor que mais criou empregos em maio. O saldo de 12 mil vagas representou 16,5% dos 72,9 mil postos gerados no país.
Ao final de maio de 2025, a construção empregava 3,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Os dados são do Caged, analisados por Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP.
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