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Mercado Imobiliário

Estúdios avançam no Morumbi, bairro de mansões

No Morumbi, 300 estúdios de até 25 m² foram lançados em 2025, segundo a Brain. Expansão do Einstein e metrô impulsionam mercado.

Fonte: Metro Quadrado2 min de leitura

De janeiro a julho de 2025, foram lançadas 300 unidades de estúdios de até 25 m² na região do Morumbi, segundo dados da Brain. No mesmo período, outros 104 apartamentos de 26 a 40 m² entraram no mercado.

Nos dois anos anteriores, nenhuma unidade com menos de 25 m² havia sido lançada no bairro. Em 2024, 694 apartamentos na faixa de 26 a 40 m² foram ofertados. Em 2025, foram 292.

Os apartamentos compactos se concentram perto da Marginal Pinheiros e da estação São Paulo-Morumbi. A verticalização é favorecida por leis que autorizam prédios mais altos ao lado de eixos de transporte.

“A região do Morumbi continua valorizada. Tem muitos empregos, hospitais, acesso à saúde e está perto dos escritórios da Vila Olímpia,” disse Guilherme Dalcin, cientista de dados do Instituto Cidades Responsivas, ao Metro Quadrado.

Dalcin afirma que os juros altos empurram compradores aos compactos, já que há mais dificuldade para financiar apartamentos de médio padrão. Também há demanda de investidores que buscam estúdios para short stay.

O avanço dos estúdios ocorre em meio a transformações no bairro. O Hospital Albert Einstein expandiu suas unidades, incluindo um centro de pesquisa, e hoje ocupa 263 mil m² de área construída. Há 20 anos, eram 86 mil m².

“O Morumbi deverá se estabelecer como um centro de serviços de alta qualidade, muito puxado pelo complexo do Einstein,” disse Valter Caldana, professor de urbanismo do Mackenzie, ao Metro Quadrado.

Caldana aponta que o estádio Morumbis passou a receber mais jogos e shows nos últimos anos, mudando a dinâmica local. A abertura da estação São Paulo-Morumbi, em 2018, também contribuiu.

A chegada do metrô e as mudanças do Plano Diretor permitiram o aumento da verticalização nas bordas do bairro, enquanto o zoneamento ainda limita boa parte dos terrenos ao modelo unifamiliar.

“O mercado destaca o Morumbi como um bairro de baixa densidade, mas usa isso pra vender apartamento,” diz Caldana.

Para os próximos anos, há mais mudanças previstas. O Bandeirantes deve deixar de ser a sede do governo estadual, que se mudará para o centro, e o destino do palácio é incerto. Há planos de levar a linha 17-Ouro de monotrilho até o bairro e realizar outras obras, como parte do Programa Nova Paraisópolis.

A Prefeitura lançou, em agosto, um edital que prevê R$ 2,3 bilhões em obras e melhorias, incluindo o prolongamento da Avenida Hebe Camargo, para criar uma ligação direta entre Paraisópolis e a estação São Paulo-Morumbi. Essa via deve se tornar um novo eixo de transporte, e seu canteiro central terá espaço reservado para receber as vigas do monotrilho.

Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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