Habitação

Governos adotam construção industrializada para acelerar obras públicas

Fonte: TecVerde·

O mercado brasileiro de edifícios pré-fabricados pode chegar a US$ 4,26 bilhões (R$ 24,23 bilhões) até 2029, segundo a Mordor Intelligence. O crescimento é impulsionado pela busca por eficiência, sustentabilidade e controle de custos em obras públicas.

Prefeituras, governos estaduais e órgãos públicos estão investindo em métodos construtivos industrializados, de acordo com a Tecverde. O modelo tradicional, com prazos longos e incertezas orçamentárias, já não atende à urgência do déficit habitacional, educacional e hospitalar.

A construção industrializada oferece atendimento rápido à população, preço fechado com previsibilidade, maior controle de qualidade e sustentabilidade. O governo entendeu que quebrar a curva dos déficits exige produzir diferente, não apenas construir mais.

Um estudo da FGV Ibre, encomendado pelo Modern Construction Show, aponta que 64,5% dos processos construtivos no país já utilizam métodos fora do canteiro. O segmento residencial lidera, com 50,8% das obras.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou a Meta Incentivo à Construção Industrializada. A iniciativa integra políticas públicas, financiamento e capacitação técnica para tornar os novos métodos padrão.

A Tecverde informa que já existe normatização para Wood Frame e financiamento via Caixa Econômica Federal, incluindo o programa Minha Casa, Minha Vida. A construção industrializada segue como principal aposta para modernizar o setor e ampliar a competitividade.

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