O IGP-M registrou deflação de 0,5% em junho de 2026, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esta é a primeira queda mensal do índice desde fevereiro, quando foi de -0,73%.
IGP-M tem deflação de 0,5% em junho, primeira queda desde fevereiro
Em 12 meses, o IGP-M acumula 3,16%. No primeiro semestre, o indicador soma 3,27%. O resultado veio abaixo da estimativa do mercado, que esperava 0,03%, de acordo com o relatório Focus do Banco Central.
A FGV atribui a deflação à queda nos preços de commodities energéticas e minerais, que recuaram para patamares anteriores à guerra no Oriente Médio. O economista Matheus Dias, da FGV, destacou a convergência para níveis pré-conflito.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no IGP-M, caiu 0,97% em junho. Os principais destaques foram minério de ferro (-2,61%), café em grão (-9,69%), óleo diesel (-6,18%) e cana-de-açúcar (-1,88%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, subiu 0,47% — desaceleração ante os 0,61% de maio. Entre os itens que puxaram a baixa estão gasolina (-1,29%), etanol (-5,61%) e café em pó (-2,57%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), terceiro componente, variou 0,85% em junho. A alta reflete custos de insumos, embora o carreto para retirada de entulho tenha caído 0,17%.
Segundo dados do Banco Central, os valores mensais do IGP-M em 2026 foram: janeiro 0,41%, fevereiro -0,73%, março 0,52%, abril 2,73%, maio 0,84% e junho -0,50%. O índice de abril foi impactado pelo conflito no Oriente Médio.
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel, usado para reajustar contratos imobiliários e tarifas públicas. A FGV coleta preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O levantamento de junho ocorreu entre 21 de maio e 20 de junho.
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