O índice IMOB da B3 disparou 20,8% na semana após o primeiro turno das eleições presidenciais, mais que o dobro do Ibovespa, segundo o ConstruCarta, publicação do Sinduscon-SP. A alta reflete a melhora das expectativas do setor financeiro, que incluiu o segmento imobiliário.
Índice IMOB da B3 sobe 20,8% após primeiro turno
O índice IMOB da B3 subiu 20,8% na semana após o primeiro turno. Veja como o alívio nas taxas longas afeta incorporadoras e o programa Minha Casa, Minha Vida.
O alívio nas taxas longas abre espaço para o crédito imobiliário de média e alta renda e reduz o custo de capital das incorporadoras. Já o segmento econômico, amplamente sustentado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, passa a enfrentar mais incerteza sobre o espaço fiscal reservado a subsídios no próximo ciclo orçamentário.
O Boletim Focus mostra uma leitura mais cautelosa. Enquanto os ativos de risco dispararam, as projeções macroeconômicas quase não se moveram. A Selic prevista para o fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% na primeira rodada da sondagem após o primeiro turno. A expectativa de inflação corrente para o ano subiu para 5,22%, e o crescimento do PIB projetado permaneceu em 1,85% para 2026 e 1,40% para 2027.
Segundo o ConstruCarta, a questão central é saber até que ponto esse movimento chegará à economia real. A transmissão das cotações ao canteiro de obras depende do resultado das urnas no segundo turno, da apresentação de uma regra fiscal exequível e de sua efetiva execução, além do controle da inflação.
Para a construção civil, cujos ciclos de investimento e contratação são longos, decisões sobre novos lançamentos e obras não acompanham de imediato mudanças abruptas nas expectativas do mercado financeiro. Sem a consolidação dessas premissas, o choque de expectativas pode se dissipar antes de alterar o nível de atividade e de emprego do setor, de acordo com o ConstruCarta.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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