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Mercado Imobiliário

Industrialização na construção é tema de seminário no RS

4º Seminário Industrialização na Construção, no Sinduscon-RS, discutiu tecnologia, produtividade e qualificação profissional. Vice-presidente afirma que industrialização se tornou obrigatória.

Fonte: CBIC2 min de leitura

A integração entre indústria, projetistas, incorporadoras e construtoras foi apontada como caminho para ampliar a industrialização na construção civil. O tema foi debatido no 4º Seminário Industrialização na Construção, realizado no dia 16 de setembro, no Teatro do Sinduscon-RS, em iniciativa da AsBEA e do Sinduscon-RS.

Segundo o vice-presidente do Sinduscon-RS, Roberto Sukster, a industrialização deixou de ser uma opção. “Devido à falta de mão de obra, a industrialização deixou de ser uma opção e se tornou praticamente obrigatória”, afirmou. Para ele, é necessário aproximar arquitetura, incorporação e construção para que as soluções sejam aplicadas.

A presidente da AsBEA, Raquel, destacou a qualificação profissional como parte do processo. “Cada vez mais as pessoas querem buscar trabalhos qualificados ou mais bem remunerados. Para isso, é necessário qualificar as pessoas”, afirmou. Segundo ela, a especialização pode ampliar a empregabilidade e tornar a construção civil mais atrativa.

Tecnologia e sistemas construtivos

O engenheiro civil Sérgio Bandeira, da Inovacel, apresentou soluções para evolução dos sistemas construtivos. A palestra abordou inovação, desempenho, segurança e produtividade, além de eficiência térmica e redução de resíduos. Bandeira também destacou segurança contra incêndios e apresentou o sistema Inovacel Isofachada RB.

O engenheiro civil Paulo M. N. Borges apresentou o sistema LigaFácil, voltado à industrialização de instalações elétricas e hidráulicas. O sistema utiliza kits prontos para instalação. “Levar parte da obra para a indústria é transformar tempo, padronização e produtividade em resultados no canteiro”, afirmou. Entre os resultados estão redução de custos com mão de obra, materiais, resíduos e assistência técnica, além de aumento da produtividade.

Pesquisa como ferramenta de projeto

A arquiteta Beatriz Mélo, coordenadora técnica do IACAI, abordou a relação entre pesquisa, arquitetura e inovação. O IACAI é um instituto sem fins lucrativos que mantém o Banco de Soluções, plataforma gratuita com referências históricas e contemporâneas sobre racionalização e industrialização. Entre os exemplos citados estão a Casa Gerassi, de Paulo Mendes da Rocha, e o Edifício R3, de Milton Ramos e Aleixo Furtado.

Experiência do Uruguai

O diretor de operações do Enkel Group, Juan Pablo Delatorre, apresentou a experiência da empresa no Uruguai com construções em madeira engenheirada. Segundo Delatorre, o país enfrenta desafios semelhantes aos do Brasil, como disponibilidade e custo de mão de obra. “O mercado precisa de sistemas que usem a menor quantidade de mão de obra possível para alcançar os melhores resultados”, afirmou. A empresa possui obras com mais de 2 mil metros quadrados e projetos como o Médano, com 120 unidades à beira-mar, do arquiteto Rafael Viñoly.

Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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