O Secovi-SP e o SindusCon-SP apresentaram a primeira edição conjunta do webinar trimestral de pesquisa do mercado imobiliário, reunindo dados de 42 cidades do interior paulista e da Baixada Santista. Segundo as entidades, o setor se mostra resiliente, mas opera sob pressão de juros altos, aumento de custos e incertezas políticas.
Interior paulista tem queda de 15% em lançamentos no 2º tri
Secovi-SP e SindusCon-SP unem pesquisas e mostram mercado do interior resiliente aos juros altos, mas à espera de definições tributárias. Confira os números.
A partir de agora, a pesquisa vertical do Secovi-SP, feita em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, passa a ser complementada pelo levantamento horizontal do SindusCon-SP, que incorporou os lançamentos de casas nas mesmas cidades. Victor Bassan de Almeida, vice-presidente do Interior do SindusCon-SP, afirmou que a união das pesquisas abrange praticamente todo o mercado habitacional, algo mais relevante no interior, onde os horizontais têm força maior.
No segmento vertical, o segundo trimestre registrou queda de 15% tanto em lançamentos quanto em vendas de unidades na comparação com igual período do ano anterior. No semestre, os lançamentos recuaram 12%, e as vendas, 3%. O Valor Geral de Vendas do interior somou cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o Valor Geral de Lançamentos ficou em torno de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões.
Segundo o diretor de Economia do Secovi-SP, Celso Petrucci, o Minha Casa, Minha Vida perdeu participação no mercado vertical do interior, caindo de 56% para 49% no número de unidades lançadas. O ticket médio vertical foi de R$ 637 mil, contra R$ 289 mil no programa habitacional.
No mercado horizontal, o CEO da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo, informou que os lançamentos de casas cresceram 44% no primeiro semestre na comparação anual, enquanto as vendas recuaram 8%. As unidades econômicas passaram de 2.115 para 4.823 no período. Das 5.939 unidades horizontais à venda até 30 de junho, 90% foram lançadas nos últimos 30 meses. O preço do metro quadrado de casas varia de R$ 9,1 mil em Presidente Prudente a R$ 11,7 mil na Baixada Santista.
Petrucci também apontou que a expectativa de Selic para o fim do ano subiu de 12,25% para 13,50%. Ele afirmou que o financiamento pelo FGTS segue bem, independentemente da taxa básica, enquanto o segmento da classe média vem sentindo a redução de demanda.
Sobre os custos de construção, Victor Bassan de Almeida avaliou que existe um teto para o repasse de preços, já que os aumentos precisam acompanhar o crescimento da massa salarial. Celso Petrucci, por sua vez, citou o índice IGMI-R, da FGV em parceria com a Abecip, que mede alta de cerca de 12% ao ano nos preços de imóveis novos e usados no país.
Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, classificou a reforma tributária como um desafio para o setor e afirmou que as entidades atuam juntas para tentar adiar sua implementação. As duas entidades pretendem padronizar progressivamente as pesquisas até chegar a um indicador único do mercado imobiliário do interior paulista.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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