A Eztec confirmou a locação de 100% do Esther Towers para o Itaú Unibanco, na maior locação de escritórios da história de São Paulo, com 91,4 mil metros quadrados, segundo a empresa.
Itaú pagará R$ 1,17 bilhão de aluguel à Eztec em dez anos
Eztec confirma locação de 100% do Esther Towers ao Itaú, maior contrato de escritórios de SP, com receita de R$ 1,17 bilhão em dez anos. Leia no Construnews.
O aluguel das duas torres do complexo corporativo na Av. Chucri Zaidan vai gerar uma receita de R$ 1,17 bilhão para a incorporadora nos próximos dez anos, período do contrato, que é prorrogável por mais cinco, de acordo com a Eztec.
Na média, a locação mensal sairia por R$ 106/m², mas o contrato prevê que o aluguel será algo entre R$ 120/m² e R$ 125/m² após um período de descontos e carências, disse uma fonte a par das negociações ao Metro Quadrado.
A cifra supera a pedida original, de R$ 110 por m², e está em linha com a média da região. A falta de grandes espaços contíguos disponíveis na praça já faz com que alguns prédios peçam R$ 150 por m², e a Eztec pode capturar esse upside na primeira revisional, que deve ocorrer em três anos, segundo a fonte.
“Não há novas entregas previstas para esse período na região,” disse a fonte.
Hoje há poucas opções disponíveis para quem busca grandes lajes em São Paulo. No caso do Itaú, que foi representado pelo Binswanger no processo de locação e procurava espaços com mais de 50 mil m² para acomodar o aumento do quadro de funcionários e da frequência do trabalho presencial, havia apenas duas candidatas, conforme o Metro Quadrado.
O banco chegou a negociar a torre corporativa do Alto das Nações, que também tem cerca de 90 mil m² de ABL e fica na região da Chácara Santo Antônio, mas as negociações com a Eztec avançaram mais rapidamente, antecipou o Metro Quadrado.
O Esther Towers, que vai se somar aos escritórios do Itaú em São Paulo, vai abrigar cerca de 9,6 mil funcionários do banco, e ainda não há um desenho de ocupação do complexo, segundo a Eztec.
A CBRE – que participou do projeto desde a compra do terreno, mediou a locação do lado da Eztec e fará também a administração do ativo – diz que, para o ano que vem, está prevista a entrega de 180 a 200 mil m² em escritórios em São Paulo. Parte dessa metragem corresponde à segunda torre do Esther Towers, que já vai entrar no mercado locada, de acordo com a consultoria.
“É muito pouco, então alertamos e mostramos não só para essa empresa que as companhias precisam tomar uma decisão com antecedência ou ficarão órfãs e sem ter para onde levar todo mundo,” disse Felipe Giuliano, diretor de locação, saúde, brokerage e pesquisa da CBRE, ao Metro Quadrado.
O executivo diz que para quem busca mais de 10 mil m², por exemplo, há apenas sete prédios com espaço disponíveis em São Paulo. E o Plano Diretor da cidade inibe uma nova oferta ao exigir o desmembramento de terrenos com mais de 20 mil m², segundo Giuliano.
“Há ainda o custo do CEPAC, de achar o terreno e de construir, então tudo isso inviabiliza um novo projeto como o Esther Towers,” disse o executivo.
As características únicas do projeto levam o mercado a especular sobre a possibilidade de venda das torres no futuro, segundo o Metro Quadrado.
Utilizando como base um cap rate de 8%, o BTG calcula que o empreendimento deve ser avaliado em R$ 1,45 bilhão – 40% do enterprise value da Eztec, de acordo com o banco.
“Caso a Eztec distribua todo o lucro dessa possível venda, os acionistas poderiam receber um dividend yield adicional de cerca de 20%, mantendo as ações em múltiplos que consideramos atraentes,” diz o BTG.
O BTG recomenda a compra da ação da incorporadora, com preço-alvo de R$ 21, segundo o relatório.
Por volta das 15h, a ação da Eztec subia 3,5%, a R$ 13,41.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.
Conhecer o CaptaObras →Mais em Mercado Imobiliário
Construção segue gerando vagas, mas ritmo deve desacelerar
A indústria da construção segue abrindo empregos, mas o ritmo tende a desacelerar com o fim das obras públicas. Veja os fatores que pesam sobre o setor.
Varejo de material de construção enfrenta desafios em 2027
Pressão sobre margens, crédito e concorrência marca 2027. Veja como lojas podem se profissionalizar, integrar canais e competir com grandes redes.
Pesquisa do Secovi-SP ouve 582 imobiliárias de 22 estados
Secovi-SP apresenta diagnóstico inédito das imobiliárias brasileiras, com dados de canais de marketing, pré-atendimento e medição de resultados. Confira.