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Habitação

Lista Suja do trabalho escravo recebe 82 novos empregadores

Ministério do Trabalho inclui 82 empregadores na Lista Suja por trabalho análogo à escravidão; confira os estados e atividades com mais casos.

Fonte: CBIC1 min de leitura

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) incluiu 82 novos empregadores na atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada Lista Suja. Do total, 54 são pessoas físicas e 28 são pessoas jurídicas, segundo a publicação do órgão.

Os registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação. Minas Gerais concentra o maior número, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada. A atualização reúne casos identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026.

Entre as atividades econômicas com mais inclusões estão a criação de bovinos para corte (8), os serviços domésticos (7), a produção de carvão vegetal (6), a produção de café (6) e a construção de edifícios (5). Os novos casos envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

A atualização também excluiu 151 nomes que completaram o período de dois anos de publicação no cadastro. A revisão ocorre semestralmente, e a última havia sido feita em 6 de abril de 2026.

Segundo a Portaria Interministerial nº 18, de 13 de setembro de 2024, a inclusão só ocorre após decisão administrativa irrecorrível que confirme a autuação. A inclusão não constitui sanção, mas pode gerar repercussões financeiras, comerciais e de imagem, a partir de decisões de instituições financeiras, empresas e consumidores.

Denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, canal exclusivo para esse tipo de denúncia, integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.

Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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