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Habitação

Lula e Flávio divergem sobre ajuste fiscal e papel do Estado

Lula defende continuidade do arcabouço fiscal e Flávio Bolsonaro propõe corte de despesas e menos impostos. Veja as diferenças entre as propostas econômicas.

Fonte: Agência Brasil Economia2 min de leitura

As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergem na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho. Ambas as campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública, mas diferem nos instrumentos para equilibrar o orçamento e estimular a atividade econômica.

Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que limita o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico. Na área tributária, a proposta prevê maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O plano também inclui investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.

Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à evolução da dívida, além de reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas. A campanha defende redução de tributos e simplificação regulatória. Segundo Daniella Marques, coordenadora da equipe econômica do candidato, em entrevista à Globo News em agosto deste ano, o plano prevê um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos ainda não foi esclarecido. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.

No campo do trabalho, Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho, com possíveis efeitos sobre salários e formalização que dependerão da implementação das medidas.

Na área de programas sociais, Lula pretende manter e aperfeiçoar o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. A equipe de Flávio também declarou intenção de manter esses programas, além do Farmácia Popular. A questão central é como financiá-los diante das metas de ajuste fiscal de cada proposta.

Matéria produzida com base em informação divulgada por Agência Brasil Economia. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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