O BNDES vai aportar R$ 102,5 bilhões até o fim de 2026 para a Nova Indústria Brasil (NIB), política de incentivo do governo federal à indústria nacional. A Finep contribuirá com R$ 37,5 bilhões, somando os R$ 140 bilhões anunciados em cerimônia pelo aniversário de 74 anos do banco, em junho de 2026, no Rio de Janeiro.
NIB recebe R$ 140 bi do BNDES e Finep até fim de 2026
Com esse incremento, o investimento total do programa desde 2023 chegará a R$ 750 bilhões. O anúncio contou com presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e de ministros como Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Os recursos da NIB destinam-se a fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais. Mercadante destacou que o banco interrompeu a desindustrialização prematura e reconduziu a indústria ao papel de principal setor de financiamento do BNDES.
O ministro Márcio Elias Rosa ressaltou que o setor privado acompanhou os investimentos do BNDES. Em quatro das seis missões estratégicas da NIB, a iniciativa privada responde pela maior parte dos aportes. O banco atua como catalisador de investimentos privados nessas áreas, segundo Rosa.
O governo federal lançou ainda o Portal Investe Indústria Brasil durante o evento, ferramenta virtual com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A plataforma permite que empresas dos setores estratégicos registrem intenções de investimento e identifiquem gargalos que impedem a execução de projetos.
BNDES e Petrobras anunciaram parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação em minerais críticos e estratégicos, essenciais às cadeias de transição energética e óleo e gás. A iniciativa inclui troca de informações e análise das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica. Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que a empresa quer dominar a tecnologia em minerais críticos e participar de uma cadeia global de fornecimento.
O ProFloresta+, iniciativa conjunta do BNDES e Petrobras para compra de créditos de carbono de restauração ecológica na Amazônia, tem três empresas vencedoras do primeiro leilão: Systemica, brCarbon e re.green. O programa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.
O BNDES aprovou financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa de aluguel de bicicletas, adquirir até 85 mil e-bikes. As bicicletas elétricas serão alugadas a entregadores de plataformas digitais com custo 25% inferior ao atual.
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