O déficit habitacional no Nordeste é de aproximadamente 1,76 milhão de moradias, sendo cerca de 220 mil em Pernambuco. O dado foi apresentado durante o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores Nordeste, realizado nesta sexta-feira (18), no Recife (PE).
Nordeste tem déficit de 1,76 milhão de moradias, aponta CBIC
Déficit habitacional no Nordeste é de 1,76 milhão de moradias, segundo CBIC. Encontro em Recife debateu funding, FGTS e locação acessível.
O Nordeste é o segundo mercado imobiliário do país, segundo Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP e ex-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII/CBIC). Ele destacou a dependência do setor em relação ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e ao FGTS.
“O mercado imobiliário hoje é dependente do MCMV, que, por sua vez, é dependente do FGTS. Por isso, precisamos de diálogo político constante”, afirmou Petrucci.
Funding imobiliário deve superar R$ 400 bilhões
O volume de financiamento imobiliário deve superar R$ 400 bilhões neste ano, segundo apontado no painel sobre funding. José da Silva Aguiar, superintendente técnico da Abecip, chamou atenção para o crescimento da demanda.
“Nunca se financiou tantos imóveis no Brasil quanto nestes cinco anos, então haja funding para tudo isso”, disse Aguiar.
Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, destacou a necessidade de preservar a sustentabilidade do FGTS e acompanhar as mudanças no mercado de trabalho.
“Precisamos preservar o FGTS e ter um uso equilibrado para que ele seja longevo. Mas precisamos pensar no investimento do trabalho formal, já que o trabalho informal tem aumentado”, afirmou.
FGTS e locação acessível
Os desafios para preservar o FGTS como principal instrumento de financiamento habitacional foram discutidos em outro painel. Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, consultora técnica da CBIC, afirmou que o FGTS “não é poupança, é pecúlio” e que um dos principais desafios está na manutenção do fundo nos próximos dez anos.
O encontro também debateu locação acessível. Clausens Duarte, vice-presidente de habitação de interesse social da CBIC, defendeu a consolidação da locação social como política pública nacional.
“A locação social está prevista na legislação do combate ao déficit habitacional, entretanto essa política não está formalizada. É um problema social: são mais de 3 milhões de famílias com problemas de aluguel”, apontou Duarte.
Cenário econômico e projeção de crescimento
Pernambuco foi destacado pelo desempenho na geração de empregos na construção. O estado apresenta a maior criação relativa de novos postos de trabalho no setor entre os estados do Nordeste, enquanto Recife se destaca entre as capitais.
Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, afirmou que a entidade mantém a projeção de crescimento do setor em 1,2%, impulsionada pelo setor de infraestrutura. “Em 2026, teremos um recorde de R$ 300 bilhões em infraestrutura e quase 90% têm vindo da iniciativa privada”, disse.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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