O Nordeste vendeu 23.464 unidades residenciais no segundo trimestre de 2026, alta de 13,6% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais da CBIC. O crescimento superou a média nacional de 5,3%. A região foi o segundo maior mercado do país em número de unidades vendidas, atrás apenas do Sudeste.
Nordeste vende 23.464 imóveis no 2º trimestre, alta de 13,6%
Nordeste vendeu 23.464 unidades no 2º trimestre de 2026, alta de 13,6%. CBIC reúne setor no Recife nesta sexta (18) para debater crédito e habitação.
Os lançamentos somaram 21.265 novas unidades no trimestre, crescimento de 24,6% em um ano — o maior percentual entre as regiões brasileiras. O país registrou queda de 1,3% no mesmo indicador. O Minha Casa, Minha Vida respondeu por cerca de 60% dos lançamentos e 56% das vendas de imóveis no Nordeste no período.
Os dados serão debatidos no Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores Nordeste, nesta sexta-feira (18), das 9h às 17h, na sede do Sinduscon-PE, no Recife. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Sinduscon-PE e apoio da ADEMI-PE, o evento é gratuito e está com inscrições abertas.
O encontro reunirá empresários, especialistas e lideranças para discutir temas estratégicos para o setor. A programação abordará o desempenho do mercado, as oportunidades no Nordeste, o financiamento habitacional, o futuro do FGTS, a locação acessível e os cenários econômico e político do país.
“Queremos promover um diálogo amplo sobre questões determinantes para o futuro da construção e do mercado imobiliário, considerando também as características de cada região. O Nordeste tem um papel muito importante nesse cenário, com demandas próprias e um grande potencial de crescimento”, afirma o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.
“Estamos retornando ao Nordeste para ouvir o setor, compartilhar experiências e construir caminhos para ampliar o financiamento, a habitação e o desenvolvimento das cidades”, acrescenta.
O financiamento imobiliário terá espaço de destaque. O debate abordará a destinação de recursos do SBPE, FGTS e mercado de capitais, as mudanças no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), o custo do crédito e os avanços necessários para ampliar as fontes de recursos.
O futuro do FGTS e seu papel no financiamento habitacional também estarão na pauta, assim como a locação acessível, a partir da experiência do Recife, e seu potencial como alternativa para ampliar o acesso à moradia.
A programação terá ainda análise do cenário econômico e político brasileiro, com a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, e o cientista político Leonardo Barreto, que abordarão as perspectivas para o ambiente de negócios e os impactos sobre a construção.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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