O presidente da ACIGABC, Júlio Diaz, avalia que as mudanças nas faixas de renda e no teto de financiamento do Minha Casa, Minha Vida devem levar mais famílias de classe média ao programa e reaquecer o mercado imobiliário do Grande ABC. A entidade é representante do Secovi-SP na região.
Novas faixas do Minha Casa, Minha Vida atraem classe média
Teto da Faixa 4 subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil; ACIGABC vê potencial de crescimento no Grande ABC e cobra agilidade na aprovação de projetos.
Segundo a ACIGABC, as novas regras, lançadas em abril, elevaram o teto da Faixa 4 de R$ 500 mil para R$ 600 mil, mas ainda não se refletiram nas vendas. Diaz afirmou que a mudança deve atrair muita gente da classe média ao programa, mesmo com juros altos. Para ele, o limite poderia ser maior, pois a faixa de lançamentos de R$ 500 mil a R$ 2 milhões está parada.
Diaz comparou o desempenho do segmento econômico na capital e no ABC. Em São Paulo, segundo ele, 70% dos lançamentos são do Minha Casa, Minha Vida; no ABC, esse índice seria de 10%. O dirigente atribui a diferença às regras urbanísticas. Construtoras de padrão médio migraram para o segmento econômico após mudanças no plano diretor paulistano, que permitem apartamentos menores, de dois dormitórios e pouco mais de 30 metros quadrados.
No ABC, Santo André revisa a regra para permitir unidades de até 35 metros quadrados. São Bernardo do Campo discute o limite mínimo de 30 metros quadrados, e Diaz citou que a cidade não lança no segmento econômico há mais de nove anos, apesar de haver muita demanda.
O dirigente também apontou o prazo de aprovação como entrave: segundo ele, pode levar até dois anos para aprovar um projeto. A agilidade no licenciamento e a ampliação do acesso ao crédito para a classe média são pautas defendidas pelo Secovi-SP em todo o Estado.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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