A Uliving, única plataforma institucional de moradia estudantil do Brasil, foi vendida pelo Patria Investimentos à Greystar, gestora de residenciais para locação dos EUA. Segundo o Metro Quadrado, a Greystar administra 122 mil apartamentos do tipo globalmente, mas tinha exposição pequena ao Brasil.
Patria vende Uliving à Greystar e mantém exposição ao negócio
Patria Investimentos vende a Uliving à Greystar, mantendo posse dos imóveis e exposição ao negócio de moradia estudantil. Leia os detalhes da operação.
A negociação tem origem em fevereiro, quando o Patria comprou a Share, única concorrente institucional da Uliving. Cinco prédios da Share já eram geridos pela Greystar desde 2024 e permaneceram sob a gestão da empresa americana após a aquisição, enquanto a Uliving cuidava do restante do portfólio.
O Patria planejava consolidar os 4.100 leitos, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Santos e na região metropolitana de Porto Alegre, sob uma única marca. A venda foi escolhida como caminho para essa consolidação, e o Patria seguirá exposto ao negócio. Pelo acordo, a posse dos imóveis continua com o Patria, que os detém por meio de um fundo administrado em conjunto com o Grosvenor Estate, family office de Hugh Grosvenor, 7º Duque de Westminster. A Greystar compra a plataforma.
Ken Wainer, sócio do Patria responsável pela área imobiliária da divisão de global private market solutions, afirmou que a gestão do segmento é especializada e intensiva, e que a venda para a Greystar permitia reunir os atributos necessários para aproveitar a economia de escala.
Vitor Costa, diretor-geral da Greystar no Brasil, disse que a empresa ganha dinheiro prestando serviços ao longo da cadeia, da gestão ao desenvolvimento e à operação, e não investindo em real estate. Segundo ele, a aquisição da Uliving proporciona ganho de escala imediato, fator decisivo na eficiência operacional. Com a compra, a Greystar Brasil passa a somar 5,8 mil unidades de multifamily e moradia estudantil em operação e em desenvolvimento no País. A meta é chegar a 7 mil unidades sob gestão em dois anos e a 10 mil em até quatro anos.
O Patria também pretende ampliar sua participação no mercado, com imóveis mais simples. Ken Wainer citou como modelo um edifício já em operação em Campinas, sem elevador e com chuveiro a gás, para atingir tíquetes mais competitivos. Ele mencionou Curitiba, Belo Horizonte e o interior de São Paulo entre as cidades visadas, mas afirmou que antes será necessário concluir a integração com a Greystar.
A expectativa é unificar as marcas nos próximos três meses, consolidar os processos em seis meses e finalizar a integração dos sistemas em até oito meses.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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