O PIB da construção deve crescer em 2026 mais do que os 0,5% registrados em 2025, mas abaixo de 1%, puxado pelo segmento formal das construtoras. A previsão foi apresentada por Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, na Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP, conduzida pelo vice-presidente de Economia e presidente executivo da entidade, Eduardo Zaidan, em 14 de outubro.
PIB da construção deve crescer entre 0,5% e 1% em 2026
Segundo o FGV Ibre, PIB da construção deve superar os 0,5% de 2025 e ficar abaixo de 1% em 2026, puxado pelo segmento formal das construtoras.
Segundo o FGV Ibre, no primeiro semestre o PIB da construção avançou 1,1%, enquanto no Estado de São Paulo registrou queda de 0,4%. O emprego com carteira assinada indica ritmo mais forte no segmento formal: na comparação dos oito primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, o nível de emprego da construção formal cresceu 3% no país, 2,4% no Estado de São Paulo e 3,3% na cidade de São Paulo.
A Sondagem da Construção do FGV Ibre mostra melhora na percepção das empresas de infraestrutura. Entre os empresários de edificações residenciais, a atividade voltou a crescer após um período de queda, com mais otimismo entre as empresas que operam no programa Minha Casa, Minha Vida. A escassez de mão de obra segue como a principal limitação aos negócios, e os custos do setor superam 7% no acumulado de 12 meses.
Ana Castelo alertou para possíveis problemas no crédito imobiliário com recursos da Poupança para o segmento de renda fora do programa, já que esses recursos têm declinado e o volume de financiamentos com recursos livres recuou. Segundo ela, a nova regulamentação poderá direcionar os financiamentos a imóveis acima de R$ 1 milhão, sem aliviar o segmento de renda média.
No mercado residencial, Rodrigo von Uhlendorff, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, afirmou que o ritmo de lançamentos do Minha Casa, Minha Vida está aumentando enquanto as vendas diminuem. Ele avaliou que empresas sem caixa nesse segmento poderão lançar menos, o que poderia reduzir o PIB da construção. Renato Genioli, vice-presidente Financeiro, disse que os imóveis para a renda média estão baratos, mas os juros elevados impedem a compra, o que tornaria inevitável o reajuste de preços.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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