Porto Alegre registrou 2.106 lançamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em 2026, superando Londrina, que foi a campeã nos dois anos anteriores, segundo dados da consultoria Brain. A capital gaúcha vive um momento de forte expansão do programa, puxado por verbas federais destinadas à reconstrução após as enchentes e pela criação da Faixa 4 do MCMV.
Porto Alegre lidera Minha Casa Minha Vida no Sul
Porto Alegre tornou-se a capital do Minha Casa Minha Vida na região Sul, com 2.106 lançamentos em 2026. Verbas federais pós-enchente e Faixa 4 aceleram o mercado. Leia no Construnews.
No ano passado, foram lançadas 3.311 unidades do programa em Porto Alegre, alta de 74% em relação a 2024, de acordo com a Brain. O mercado já movimenta em torno de R$ 1 bilhão por ano na cidade, afirma Renée Garófalo, CEO da Open, incorporadora da Melnick para habitação econômica, que vê espaço para duplicar esse ritmo.
"Esse é um mercado que pode ser duplicado", disse Garófalo ao Metro Quadrado. A executiva explica que 90% da demanda habitacional de Porto Alegre é formada por famílias enquadráveis no programa federal.
A Open passou a destinar ao MCMV áreas antes desenhadas para projetos de médio padrão. "São terrenos desenhados para apartamentos de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão, mas agora você consegue colocar um apartamento de R$ 300 mil em uma localização que não sei quando será possível de novo", afirmou Garófalo.
As enchentes de 2024 danificaram 20.781 domicílios em Porto Alegre, segundo a Prefeitura. O governo federal prometeu R$ 3,5 bilhões em recursos para moradias no Estado. Desse total, R$ 1,2 bilhão foi destinado a Porto Alegre, e mais R$ 512 milhões ainda são esperados.
Famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil puderam escolher uma nova casa de até R$ 200 mil paga pelo governo. Para outras faixas, houve financiamento subsidiado e abatimentos de até R$ 55 mil. Germano Bremm, secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre, afirmou que a cidade indicou as áreas mais atingidas para receber os investimentos.
"Só no território das ilhas, onde há 6 mil pessoas, conseguimos 3 mil novas moradias, de um total de quase 9 mil em produção e que já foram aprovadas pelo governo federal", disse Bremm ao Metro Quadrado.
O governo estadual lançou em 2024 o programa Porta de Entrada, com subsídios de R$ 20 mil para pessoas com renda de até cinco salários mínimos comprarem imóveis pelo MCMV. "Foi um programa transformador para o Rio Grande do Sul", afirmou Thiago Ely, vice-presidente Comercial e de Marketing da MRV.
Ely diz que flexibilizações de leis para empreendimentos de baixa renda ampliaram o volume de projetos. No primeiro semestre de 2026, as vendas da MRV em Porto Alegre cresceram 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A MRV planeja manter o foco nas faixas 1 a 3 do MCMV, buscando terrenos em áreas centrais ou próximas ao transporte público.
"Vemos necessidade de habitação econômica em todas as regiões de Porto Alegre e em cidades próximas, como Canoas. As perspectivas são muito boas", afirmou Ely.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.
Conhecer o CaptaObras →Mais em Habitação
MGI prevê inversão de fases nas licitações até 2027
O MGI prevê implementar a inversão de fases nas licitações do Compras.gov.br até o primeiro trimestre de 2027, segundo a CBIC. Saiba mais.
Congresso jurídico do SindusCon-SP discute escala 6x1 e reforma
SindusCon-SP realiza em 28 de outubro o 14º Congresso Jurídico da Construção, com temas sobre escala 6x1 e reforma tributária. Veja a programação.
Decreto de SP altera regras de geração de crédito do ISS
Prefeitura de São Paulo publica decreto que altera regras do ISS, cria NFS-e Nacional e revoga o Programa Nota Fiscal Paulistana. Veja o que muda.