Mercado Imobiliário

Preços de imóveis residenciais sobem 0,61% em julho

Fonte: SINDUSCON-SP·

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) da Abecip subiu 0,61% em julho nas dez capitais pesquisadas, segundo o Sinduscon-SP. Em junho, a alta havia sido de 0,38%.

No acumulado em 12 meses, a valorização desacelerou de 17,49% (até junho) para 15,78% (até julho). O índice ganhou ritmo na comparação mensal, mas continuou perdendo força no período mais longo.

Na cidade de São Paulo, o IGMI-R aumentou 0,25% em julho, ante 0,29% em junho. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 12,69% até julho, abaixo dos 14,10% registrados até junho.

Entre as demais capitais, as maiores altas mensais foram Porto Alegre (+2,28%), Goiânia (+1,55%) e Recife (+1,45%). Rio de Janeiro subiu 0,90%, Belo Horizonte 0,70%, Curitiba 0,43%, Fortaleza 0,41% e Brasília 0,20%. Salvador registrou queda de 0,16%.

No acumulado em 12 meses, Recife lidera com +27,12%, seguida por Curitiba (+26,15%), Salvador (+20,80%), Brasília (+19,06%) e Porto Alegre (+18,95%). Belo Horizonte (+14,97%), Goiânia (+12,25%), Rio de Janeiro (+11,04%) e Fortaleza (+10,78%) completam a lista.

Entre janeiro e julho de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 5,64%. No mesmo período de 2025, a variação havia sido de 8,25%. Em 2024, chegou a 8,10%. São Paulo acumulou alta de 4,73% nos primeiros sete meses deste ano.

Em julho de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 15,78% em 12 meses. No mesmo período, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 6,40%. A diferença entre as duas taxas caiu de 10,73 pontos percentuais em junho para 9,38 pontos percentuais em julho.

Segundo a Abecip, a comparação é relevante porque os custos da construção influenciam o preço dos imóveis novos no mercado de imóveis usados por meio do custo de reposição. O afastamento entre as taxas mostra que a valorização dos imóveis não acompanhou apenas o movimento dos custos da construção.

Descontada a variação do IPCA, o IGMI-R apresentou aumento real aproximado de 10,9 pontos percentuais em 12 meses, indicando valorização dos preços dos imóveis residenciais acima da inflação ao consumidor no período.

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