Habitação

Secovi-SP abre 23ª Convenção com balanço habitacional e defesa do FGTS

Fonte: SECOVI-SP·

A 23ª Convenção Secovi-SP começou nesta quarta-feira, 26 de agosto, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. O evento reúne lideranças do setor imobiliário, autoridades públicas e representantes institucionais para dois dias de debates.

Na cerimônia de abertura, estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o presidente do Secovi-SP, Jorge Cury. Também participaram secretários estaduais e municipais e representantes de entidades parceiras.

Jorge Cury abriu os trabalhos destacando o papel econômico do setor. "A nossa indústria é a locomotiva da economia, geramos empregos em massa, dinamizamos a cadeia produtiva e realizamos o sonho da casa própria", afirmou.

O presidente do Secovi-SP apontou a taxa de juros como um dos principais entraves ao mercado. "O Brasil ostenta a maior taxa de juros reais do mundo, um patamar que sufoca a capacidade de investimento do setor produtivo e restringe drasticamente o acesso das famílias ao crédito imobiliário de longo prazo", disse.

Cury também defendeu os recursos do FGTS como fonte de funding para a habitação. "Regularmente temos projetos que avançam sobre o FGTS, deturpando suas finalidades. Já a habitação social só tem o FGTS", afirmou. Sobre o Minha Casa, Minha Vida, acrescentou: "hoje, na cidade de São Paulo, 70% dos lançamentos e das vendas de moradias estão dentro do segmento Minha Casa, Minha Vida, que só existe graças à existência do FGTS".

O prefeito Ricardo Nunes apresentou dados da Prefeitura sobre a evolução da habitação de interesse social na capital. "2023, 72 mil unidades; agora 2026, 165 mil. E lá em 2023, das 72 mil, 42% de HIS; agora subiu, desse total de 144 mil, para 70% de HIS", disse.

Nunes atribuiu o avanço ao trabalho conjunto com o setor. Sobre a origem dos recursos, explicou: "o Minha Casa, Minha Vida, quanto tem de dinheiro do governo federal? Nada. Recurso do FGTS, que é do trabalhador, por financiamento".

O prefeito citou ainda investimentos em mobilidade e infraestrutura. "Estamos em obra no BRT Radial Leste, BRT Aricanduva; vamos ter logo o início das obras da extensão da Marquês de São Vicente", afirmou. Sobre a rede de saúde municipal, disse: "até 2016 nós tínhamos três UPAs, hoje nós temos 34".

O governador Tarcísio de Freitas classificou o setor imobiliário como um parceiro que responde às demandas do poder público. "É um setor que, quando demandado, comparece, vai junto, acredita, toma risco", disse.

Tarcísio apresentou o balanço das entregas habitacionais do Estado. "O Estado de São Paulo, que entregava ali 30, 35 mil habitações a cada período de 4 anos, já entregou nesse mandato 90.500 habitações. A gente tem hoje 117 mil unidades em obras", afirmou.

Sobre o subsídio estadual, detalhou: "o CCI tem um peso enorme nisso, a gente botou 1,2 bi no CCI para gerar 37 bi de investimento. Então o poder de alavancagem desse negócio... a gente está falando de 52 mil unidades já entregues, chave na mão, só no CCI".

O governador também apresentou números de saneamento básico. "Dois milhões de pessoas foram atendidas com água potável, quatro milhões de pessoas agora têm coleta e tratamento de esgoto que não tinham", afirmou. Sobre a remoção de famílias de áreas de risco, mencionou o caso da Favela do Moinho: "a gente tirou 15 mil famílias de favelas, como a gente fez na Favela do Moinho".

A cerimônia de abertura encerrou o primeiro bloco da programação da 23ª Convenção Secovi-SP, que segue ao longo do dia com painéis técnicos sobre os principais temas do mercado imobiliário paulista.

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