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Habitação

Secovi-SP e SindusCon-SP debatem FGTS, inadimplência e cidades inteligentes

Encontro conjunto abordou FGTS, inadimplência na Caixa e apresentou o Pólis Global, iniciativa do CEBRI e Instituto Urbem para cidades inteligentes.

Fonte: SECOVI-SP3 min de leitura

A vice-presidência de Habitação Econômica do Secovi-SP e o Comitê de Habitação Popular do SindusCon-SP se reuniram nesta quinta-feira, 17 de setembro, para debater pautas setoriais e receber o Pólis Global, iniciativa do CEBRI e do Instituto Urbem.

O diretor de Economia do Secovi-SP, Celso Petrucci, apresentou dados do mercado paulistano fechados até julho de 2026. Foram lançados 146 mil apartamentos nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo, dos quais 99,6 mil pelo Minha Casa, Minha Vida. O valor total dos lançamentos chegou a R$ 80 bilhões, sendo R$ 51 bilhões de médio e alto padrão e R$ 28 bilhões do Minha Casa, Minha Vida. Nas vendas, foram 118 mil unidades em 12 meses, 69% do Minha Casa, Minha Vida e 31% de médio e alto padrão, somando R$ 61 bilhões em VGV. O tíquete médio na capital é de R$ 282 mil, alta de 6% ante 2025. A velocidade de vendas do Minha Casa, Minha Vida é quase o dobro da de outros segmentos, com escoamento de oferta em 8 meses, contra 13 meses nos demais.

Daniela Ferrari, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP e do Comitê de Habitação Popular do SindusCon-SP, apresentou o balanço institucional. Sobre a Caixa Econômica Federal, afirmou que a Caixa sinalizou preocupação com a nova norma do Banco Central para contabilização de inadimplência, que impacta o balanço devido à carteira imobiliária de R$ 1 trilhão. A proposta do setor é reduzir o pró-soluto se a Caixa elevar o LTV para até 90% na Faixa 1 ou aumentar a margem de comprometimento de renda de 30% para 35%. A Caixa avalia a criação de um fundo garantidor com o Ministério das Cidades.

Sobre o FGTS, Daniela celebrou duas vitórias no Conselho Curador na semana passada: o aumento do orçamento de descontos de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões e a aprovação histórica do financiamento de infraestrutura de saneamento não incidente com recursos do fundo, como estações elevatórias, adutoras e ETEs.

No programa municipal Pode Entrar, a Secretaria do Tesouro Nacional aprovou a capacidade de pagamento do município para financiamento de R$ 1 bilhão junto ao Itaú, com garantia da União, mas o limite de endividamento está saturado e a liberação está travada.

O consultor do Secovi-SP, Luiz Fernando Mendes, apresentou a execução orçamentária do FGTS. Houve alongamento de prazo no financiamento habitacional de 25 para 30 anos no Pró-Cotista e na produção. Nos financiamentos à aquisição e à produção, observou-se aceleração de 15% de junho para julho, superando o mesmo período do ano anterior. A Faixa 2 sofre achatamento entre o teto da Faixa 1 e os juros da Faixa 3. A Caixa voltou a operar o Pró-Cotista com intensidade a partir de julho, e a Faixa Estendida, para renda entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil, tem alta procura.

A segunda parte do encontro foi dedicada ao Pólis Global. Philip Yang, diretor-presidente do Instituto Urbem e conselheiro consultivo internacional do CEBRI, afirmou que a iniciativa pretende criar uma plataforma para o setor empresarial liderar respostas às transformações climáticas e tecnológicas. Destacou que menos de 5% a 10% dos recursos dos fundos climáticos internacionais chegam à escala municipal.

A diretora de Projetos do CEBRI, Fernanda Cimini, detalhou os quatro pilares do programa: geopolítica, multilateralismo e cidades; segurança climática; segurança pública e desenho urbano; e inteligência espacial e dados. O programa está desenhado para um ciclo de dois anos, com cotas de copatrocínio no valor global de R$ 5 milhões.

A conselheira consultiva internacional do CEBRI, Izabella Teixeira, alertou que a demanda mundial por biomassa, minerais metálicos, agregados e cimento vai dobrar até 2060. Questionou como o setor da construção civil brasileira pretende operar nesse cenário de escassez material e pressão descarbonizadora. Também destacou que 80% dos 28 milhões de habitantes da região amazônica vivem em cidades com infraestrutura precarizada.

Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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