Habitação

Ribeirão Preto tem déficit de 30 mil moradias, aponta jornada

Fonte: SINDUSCON-SP·

A Regional Ribeirão Preto do SindusCon-SP promoveu a Jornada da Habitação em 10 de junho, com a participação de 7 prefeitos e cerca de 200 pessoas. O evento reuniu representantes do setor da construção, poder público, instituições financeiras, especialistas e lideranças para discutir caminhos para ampliar a oferta de moradias e reduzir o déficit habitacional na região.

Segundo estudos apresentados durante a jornada, o município de Ribeirão Preto registra um déficit habitacional estimado em 30 mil moradias. Esse número representa cerca de 30% de toda a demanda habitacional da Região Metropolitana de Ribeirão Preto, que tem 34 municípios e mais de 1,7 milhão de habitantes.

Mais de 80% do déficit atinge famílias com renda de até três salários mínimos. O ônus excessivo com aluguel é responsável por aproximadamente 43% do déficit habitacional regional, de acordo com os dados apresentados.

Na abertura, o prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, destacou o trabalho da regional na articulação de soluções. Daniel Gobbi, presidente da Câmara de Vereadores, falou sobre o aumento das comunidades nos últimos anos e a importância da união dos municípios da Região Metropolitana.

Victor Bassan, vice-presidente do Interior do SindusCon-SP, conduziu o encontro. O diretor da regional, Fernando Junqueira, conclamou prefeitos e autoridades a trabalharem em conjunto. “Existem duas Ribeirão Preto. A urbanizada, que dá qualidade de vida para as pessoas, e a das comunidades, que vivem realidades totalmente diferentes. É de nossa responsabilidade resolver esse problema”, disse.

Também estiveram presentes os prefeitos Leonardo Caressato Capitelli (Serrana), Antônio Donato Netto (São Carlos), Luís Cláudio Lapena Barreto (Araraquara), Fábio Maximiniano Vercezi Severi (Brodowski), Saulo Emmanuel Atique Filho (Pradópolis) e Odair de Moura e Silva (Barretos). Municípios como Pontal, Sertãozinho, Jaboticabal, Santa Rosa de Viterbo, Cajuru, Bebedouro, Luís Antônio e Franca enviaram representantes.

A vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, Daniela Ferrari, apresentou estratégias para viabilizar empreendimentos de interesse social. Ela destacou que São Paulo se tornou, na última década, a maior produtora de habitação de interesse social dentro do Minha Casa, Minha Vida, beneficiando mais de 950 mil pessoas.

José Police Neto, subsecretário de Desenvolvimento Urbano do Estado de São Paulo, afirmou que o enfrentamento do déficit exige planejamento estratégico, integração regional e uso de ferramentas baseadas em evidências. Ele defendeu a criação de instrumentos digitais de gestão e monitoramento.

Raul de Oliveira Gomes, superintendente nacional de Habitação Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, apresentou as perspectivas do financiamento habitacional para 2026 e 2027. Segundo ele, o orçamento do FGTS para 2026 a 2029 prevê R$ 803 bilhões em ativos destinados à habitação popular. O programa Minha Casa, Minha Vida contará com orçamento de R$ 188,9 bilhões em 2026.

O déficit habitacional brasileiro alcança 5,98 milhões de domicílios, sendo que cerca de 76% dessa demanda está concentrada em famílias com renda de até dois salários mínimos. A Jornada da Habitação foi patrocinada pela Caixa Econômica Federal e pelo Governo do Brasil.

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