Analistas de diversas casas esperam que a Tenda apresente, no próximo balanço, alta nos distratos e uma margem bruta menor no terceiro trimestre. A projeção decorre do aperto nos critérios da Caixa para financiamentos do Minha Casa Minha Vida, que levou a uma queda acentuada das ações da empresa em setembro. As conclusões vieram de conversas com a gestão durante uma visita ao Città Vila Prudente.
Tenda deve reportar mais distratos e menos margem no 3º tri
Analistas esperam que a Tenda registre mais distratos e margem bruta menor no terceiro trimestre. Veja os efeitos do aperto da Caixa no Minha Casa Minha Vida.
Segundo o Itaú BBA, os critérios mais rigorosos da Caixa afetam principalmente clientes com renda informal, o que deve tornar as vendas mais lentas. A Tenda, que costumava ter entre 20% e 30% da base de clientes com esse perfil, reduziu esse percentual para algo mais próximo de 10%.
A incorporadora também espera aumento significativo dos distratos sobre as vendas brutas do terceiro trimestre. Além das novas regras, a greve da Caixa, encerrada após quase um mês de paralisação, deve contribuir para esse resultado.
Na margem bruta, o efeito vem da redução do pró-soluto pós-chaves exigido pela Caixa. A empresa passou de 10% para 5% do preço de venda no Rio de Janeiro e de 10% para 7% em outras praças. Segundo os analistas, as novas vendas devem ter margem 1,2 ponto percentual menor do que a reportada no segundo trimestre. O Itaú BBA afirma que a companhia trabalha para compensar o efeito, embora ainda seja difícil elevar preços, e que uma participação maior da Faixa 3 pode ajudar.
O programa Pode Entrar, da Prefeitura de São Paulo, também gera ruído. Segundo o BTG Pactual, o programa parecia atraente no início, mas se mostrou menos lucrativo do que o esperado. A Tenda tem dois empreendimentos a entregar no programa, o Città Vila Prudente e o complexo Guarapiranga, e deve cumprir os prazos, mas a Prefeitura ainda não pagou em dia. A dívida municipal com a companhia soma R$ 170,8 milhões, incluindo multas e correções. Para a XP, os atrasos geram volatilidade no fluxo de caixa e a Tenda deve exigir proteções contratuais mais sólidas caso participe de novas rodadas.
XP, Itaú BBA e BTG seguem recomendando a compra da ação, que fechou em alta de 1,4% nesta sessão, a R$ 27,39. A companhia vale R$ 3,36 bilhões na Bolsa.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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