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Trilhas Profissionais padroniza carreiras da construção em SP

Programa do SindusCon-SP e Senai-SP padroniza carreiras e nomenclaturas da construção. Projeto-piloto de 12 meses envolve 30 empresas. Saiba como funciona.

Fonte: SINDUSCON-SP2 min de leitura

O SindusCon-SP e o Senai-SP apresentaram o programa Trilhas Profissionais da Construção, que padroniza as carreiras do setor independentemente da empresa em que o trabalhador atua. A apresentação ocorreu em Campinas, no auditório da Escola Senai Roberto Mange, para representantes de empresas da região.

O programa foi desenvolvido em conjunto pelo SindusCon-SP, pela Fiesp, pelo Senai-SP, pelo Sintracon-SP e pela Feticom. A proposta é organizar a profissão em sete linhas de atuação técnica e sete níveis de evolução profissional, com critérios padronizados de qualificação, experiência e certificação.

Nomenclaturas e carreira

Hoje, segundo a fonte, as empresas usam cargos, critérios de promoção e nomenclaturas diferentes para funções semelhantes, o que dificulta o reconhecimento de competências e a mobilidade dos trabalhadores. Com o programa, o profissional terá um caminho estruturado de crescimento. Termos como "servente" e "pedreiro" serão substituídos por denominações como Assistente de Produção e Oficial de Produção. O SindusCon-SP também pretende atualizar essas nomenclaturas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho.

O diretor da Regional Campinas do SindusCon-SP, Marcio Benvenutti, afirmou que a proposta unifica nomenclaturas e competências de norte a sul do País e pode levar à valorização salarial pela melhoria da qualificação.

Qualificação nos canteiros

As construtoras responderão pelo investimento na qualificação, usando a estrutura de formação do Senai-SP. As capacitações serão feitas preferencialmente nos canteiros de obras, com duas horas semanais da jornada destinadas às aulas, ou nas unidades do Senai-SP. A diretora de unidade do Senai-SP, Camila Pimenta, citou cursos de 48, 60 ou 80 horas.

O analista de RH da construtora A.Yoshii, Fernando Carvalho Maryama, relatou dificuldade para contratar pintores em Campinas e disse que outras construtoras enfrentam o mesmo problema.

Projeto-piloto

O programa começará com um projeto-piloto de 12 meses. Participarão, de forma voluntária, dez construtoras, cada uma ligada a duas empreiteiras, somando 30 empresas. Após a validação, a expectativa é incorporar o modelo às convenções coletivas do estado de São Paulo e depois expandi-lo nacionalmente, em parceria com a CBIC, por meio da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT).

Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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