Mercado Imobiliário

TRX desembolsa R$ 1,4 bilhão em galpões em Guarulhos

Fonte: Metro Quadrado·

O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) desembolsou R$ 1,4 bilhão na compra de um complexo logístico em Guarulhos, na Grande São Paulo. A operação é a maior da história do FII, segundo comunicado do próprio fundo.

O complexo tem três galpões classificados como triple A, padrão mais alto de qualidade logística. Dois deles já estão locados para o Mercado Livre, com contratos de dez anos. O terceiro galpão ainda está em fase de comercialização.

A aposta do TRXF11 é que os preços dos galpões na região ainda não capturaram totalmente a escassez de oferta. Guarulhos concentra um dos maiores estoques logísticos do país, mas a disponibilidade de ativos triple A é restrita.

Segundo a gestão do fundo, há potencial para uma nova rodada de valorização dos imóveis, impulsionada pela demanda aquecida do comércio eletrônico. A taxa de vacância na região tem se mantido abaixo de 5% desde o início de 2024.

A aquisição foi feita com recursos próprios do FII e financiamento bancário. O TRXF11 não detalhou o percentual de alavancagem, mas afirmou que a operação mantém o índice de endividamento dentro da meta.

O Mercado Livre tem expandido agressivamente sua malha logística no Brasil. A empresa já ocupa mais de 1 milhão de metros quadrados de galpões em todo o país, parte deles em contratos de longo prazo.

Os galpões triple A em Guarulhos têm atingido aluguéis entre R$ 22 e R$ 28 por metro quadrado, segundo dados do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de São Paulo (SECOVI-SP). O valor representa uma alta de 12% em relação ao mesmo período de 2023.

O TRXF11 encerrou março de 2025 com 22 ativos em carteira, a maioria galpões logísticos e centros de distribuição. A vacância média do fundo era de 2,3%, contra 7,1% da média do mercado de galpões no Brasil, de acordo com a consultoria Newmark.

A região de Guarulhos responde por 18% do estoque logístico da Grande São Paulo, com cerca de 4,2 milhões de metros quadrados de área locável. A absorção líquida em 2024 foi de 320 mil metros quadrados, o maior volume desde 2019, conforme relatório da CBRE.

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