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Mercado Imobiliário

Vacância de galpões cai a 4,9% e estoque cobre só 6 meses

Vacância de galpões fecha o 3º tri em 4,9%, menor da série histórica. Binswanger vê baixa oferta até 2027 e recomenda antecedência de um ano e meio.

Fonte: Metro Quadrado2 min de leitura

A vacância dos galpões no Brasil fechou o terceiro trimestre em 4,9%, o menor valor da série histórica. Segundo a Binswanger, a tendência é de que falte espaço também em 2027.

De acordo com a consultoria, se não houver novas entregas, o estoque atual atende à demanda por seis meses. Há um ano, esse indicador estava em 11 meses. O motivo, segundo a Binswanger, é que 2026 marca o quarto ano seguido em que a absorção fica acima da entrega de novos espaços.

O preço médio subiu e chegou a R$ 35,15 por m². No terceiro trimestre, a absorção líquida foi de 1,02 milhão de m². Nos últimos 12 meses, o indicador somou 4 milhões de m², também o maior da série histórica, iniciada em 2013.

Entre julho e setembro, o Mercado Livre respondeu por três das cinco maiores locações de galpões do país, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Cajamar. Excluídos Meli e Shopee, os maiores negócios do trimestre envolveram um galpão da Kothe em Cajamar, outro da Tecadi em Navegantes e um terceiro da Editora FTD em Embu das Artes.

A Binswanger estima que, mesmo com 5,2 milhões de m² de galpões em obras, a vacância média do País deverá cair para 1,3% em 2027, no cenário referencial. Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger, afirmou ao Metro Quadrado que "em nenhum lugar do Brasil a vacância vai ser superior a 5%". Ela recomenda que empresas que pretendem se mudar ou expandir se planejem com um ano e meio de antecedência, prazo necessário para aprovar e construir novos projetos.

Segundo Simone, uma eventual queda da taxa de juros poderia aumentar o apetite dos investidores, hoje focados no menor risco possível. Para o último trimestre de 2026, estão previstas entregas de 2,2 milhões de m², das quais 51% já estão pré-locadas.

Guarulhos deve concentrar 45% das entregas em São Paulo no quarto trimestre, incluindo o Marq Guarulhos III, de 245 mil m², que já nasce 100% locado para a Shopee. O Mercado Livre receberá dois novos CDs, em Franco da Rocha (147 mil m²) e na Marginal Tietê (84 mil m²).

No país, São Paulo concentra 49% do estoque, e o Sudeste, 72%. Fora desse eixo, Simone aponta que o maior crescimento deve ocorrer no entorno de grandes capitais, citando Recife, Fortaleza, Salvador e João Pessoa, além de projetos no Centro-Oeste e em Santa Catarina.

Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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