A 23ª Convenção Secovi-SP reuniu, no painel "Desenvolvimento Imobiliário: Uma 'Injeção' de Terrenos em Áreas Centrais", representantes da Vivo, Carrefour Property e Metrô de São Paulo para discutir a monetização de ativos imobiliários. A diretora do Secovi-SP, Stephany Matsuda, mediou o debate.
Vivo, Carrefour e Metrô discutem venda de terrenos estratégicos
Vivo prevê R$ 1,5 bilhão com venda de mil imóveis até 2028; Carrefour mapeou 100 ativos; Metrô gerou receita na pandemia. Painel na Secovi-SP.
"Pela primeira vez a gente consegue trazer players e falar um pouco sobre isso", afirmou Matsuda na abertura. Segundo ela, há empresas cujo core business não é ter imóvel, mas que acumularam patrimônio imobiliário estratégico ao longo do tempo.
Camila Monteiro, diretora de Desenvolvimento Imobiliário do Carrefour Property, apresentou a estratégia do grupo. "O Carrefour veio para o Brasil há mais de 50 anos, é uma empresa patrimonialista, então foi adquirindo terrenos ao longo dos anos, e hoje temos um portfólio de mais de 400 ativos próprios", disse. Desses, 100 já têm potencial imobiliário identificado.
Monteiro afirmou que a área começou a ganhar tração há 4 anos, com mais de 10 incorporadores parceiros com contratos assinados. Ela citou o Paseo Alto das Nações, primeira loja do grupo no Brasil, onde o Carrefour recebeu em troca uma loja, um shopping e lajes no edifício corporativo, que será inaugurado ainda este ano.
Jacqueline Silveira, gerente sênior de Gestão Imobiliária, Legalização e Performance Predial da Vivo, detalhou o projeto de venda de ativos impulsionado pela migração do cobre para fibra óptica. "Essa transição vai gerar em torno de mil imóveis disponíveis no mercado, algo próximo de R$ 1,5 bilhão", afirmou.
A primeira onda de 47 imóveis, divulgada nos últimos meses, soma cerca de R$ 600 milhões. Desses, 80% estão na capital de São Paulo, em regiões como Itaim, Anália Franco, Saúde e Barra Funda. "São imóveis que estão em regiões centrais", disse Silveira.
Patricia Truzzi, chefe de Departamento de Novos Negócios do Metrô de São Paulo, apresentou a estratégia de receita não tarifária da empresa pública. Ela afirmou que a receita gerada com a comercialização de terrenos durante a pandemia foi da ordem de meio bilhão de reais. No contexto geral da gerência, os contratos assinados somam cerca de R$ 2 bilhões.
Truzzi citou projetos em estudo para exploração do espaço aéreo sobre terminais como Vila Madalena, Vila Mariana e Belém, além de um terreno no Itaim.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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