Pular para o conteúdo
Mercado Imobiliário

Ação da Tenda tomba 16% após lucro abaixo das expectativas

Ações da Tenda caem 16,5% após lucro de R$ 106,4 milhões no 3º tri, abaixo do previsto pelo Itaú BBA e pela XP. Veja os motivos da queda.

Fonte: Metro Quadrado2 min de leitura

As ações da Tenda despencaram nesta quinta-feira, com queda de 16,5% por volta das 16h, a maior baixa do índice imobiliário da B3 no dia. O movimento veio depois de o balanço do terceiro trimestre confirmar o temor de que as restrições no crédito imobiliário pesaram sobre o resultado da incorporadora.

O lucro líquido consolidado ficou em R$ 106,4 milhões no terceiro trimestre, 24% abaixo do previsto pelo Itaú BBA e 25% inferior à projeção da XP. A margem bruta ajustada recuou 5,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, que havia sido o melhor da série histórica da companhia, e chegou a 34,6%.

Segundo a Tenda, o aperto da Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário levou a incorporadora a reportar mais distratos e a conceder descontos maiores nos apartamentos, para reduzir a parcela de pró-soluto pós-chaves. Os distratos cresceram 52% sobre o segundo trimestre, e o aumento do custo de construção também pressionou as margens.

O preço médio dos imóveis caiu R$ 11,5 mil por unidade em relação ao segundo trimestre, para R$ 271,2 mil. Desse total, R$ 8,3 mil decorreram da redução do pró-soluto, que passou de 10% para 7,1% do preço. Os R$ 3,2 mil restantes foram pressionados pela maior participação de projetos da Faixa 1 nas vendas e por ajustes para a manutenção da VSO.

O Itaú BBA afirmou que já esperava a reação negativa do mercado, mas que o resultado gera preocupações sobre uma possível revisão para baixo das projeções de 2027. Ainda assim, o banco manteve a recomendação de compra e avaliou que a Tenda segue negociando a múltiplos descontados.

A companhia argumenta que sua margem bruta ajustada não é comparável à de pares listados, pois inclui Provisão para Devedores Duvidosos, ITBI e emolumentos. Pelo mesmo critério dos concorrentes, segundo a empresa, a margem subiria para 39%. Já o CEO Marcos Cruz afirmou que setembro e outubro foram meses fortes em volume e recomposição de preço.

Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

Parceiro · CaptaObras

Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.

Conhecer o CaptaObras →

Mais em Mercado Imobiliário