Sete aeroportos concedidos já converteram ou estudam transformar áreas ociosas em galpões logísticos, segundo levantamento da Urban Systems, empresa do Grupo Binswanger. O mapeamento identificou 15 projetos do tipo, com investimentos estimados em R$ 4,7 bilhões.
Galpões chegam aos aeroportos com aluguel de R$ 130 por m²
Sete aeroportos concedidos já convertem ou estudam áreas ociosas em galpões, com investimentos de R$ 4,7 bilhões. Veja os valores e os projetos.
Em Guarulhos, o parque logístico desenvolvido pela Brookfield já tem uma fase entregue. A primeira fase, entregue em 2024 e vendida para o fundo GRU Logístico (GRUL11), da Icatu Vanguarda, foi locada a cerca de R$ 90 por m². Entre os inquilinos estão Anjun, Mercado Livre, Latam e Azul.
A pedida para a última nave da segunda fase, entregue em agosto, chega a R$ 130 por m². O valor é mais que o triplo da média de outros galpões da cidade, que é de R$ 40 por m².
O mercado vinha na contramão do boom logístico dos últimos anos, por falta de clareza sobre o destino dos ativos após o fim das concessões aeroportuárias, que costumam durar até três décadas. Portarias editadas pelo governo desde a pandemia, a mais recente em 2025, permitiram que as empresas continuem operando os galpões por um período superior ao da concessão, o que viabiliza o investimento.
Segundo a Binswanger, a melhora na eficiência operacional por estar dentro do aeroporto faz a conta fechar para as empresas e sustenta a elevação dos preços. A sócia-diretora Simone Santos afirmou que há ganho de escala relevante para perecíveis e medicamentos.
Segundo a Urban Systems, o aluguel representa apenas 6% do custo logístico total das empresas, enquanto transporte e estoque concentram 89%. André Cruz, sócio-diretor da Urban, afirmou que a mercadoria de alto valor agregado precisa deixar o sítio aeroportuário rapidamente.
Além de Guarulhos, outros seis aeroportos já convertem áreas ociosas. Em Brasília, a Log opera 63,6 mil m² no sítio aeroportuário com vacância zero. Em Campinas, o Mercado Livre contratou um built-to-suit de 464 mil m² em frente ao Aeroporto de Viracopos, na maior locação de galpão do Brasil. Em Recife, a concessionária Aena tem plano para desenvolver 543 mil m² ociosos, com chamamento para condomínios logísticos.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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