O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (05/08), levando a taxa básica de juros a 14,00% ao ano. Foi a quarta queda consecutiva. A CBIC considerou o movimento positivo, mas insuficiente.
CBIC aprova Selic a 14% mas pede novos cortes
Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, os juros ainda limitam o crescimento da construção civil. “A redução é importante, mas está muito aquém do que o Brasil precisa”, afirmou. Ele citou o encarecimento do crédito e a redução do interesse das famílias pela compra da casa própria.
Aroeira defendeu sucessivas reduções até a Selic alcançar um dígito, patamar historicamente mais favorável ao financiamento imobiliário. O setor, segundo ele, sente fortemente os efeitos de uma taxa elevada.
A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, afirmou que o atual patamar continua sendo um dos principais obstáculos à expansão dos investimentos. Ela citou a Pesquisa Focus, que projeta a Selic em 13,75% ao final de 2026.
“Isso significa que o país ainda conviverá por um período prolongado com juros elevados, o que reduz o dinamismo da economia”, disse Ieda. Ela defendeu a continuidade do processo de redução para criar um ambiente mais favorável ao crescimento.
A CBIC informou que seguirá acompanhando a política monetária e defendendo medidas que fortaleçam a estabilidade econômica. O objetivo é criar condições para o crescimento sustentável do setor da construção.
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