O crescimento do PIB no primeiro trimestre surpreendeu pela resistência do consumo das famílias, segundo análise do ConstruCarta divulgada pelo Sinduscon-SP. A desaceleração econômica prossegue, mas em ritmo mais lento que o esperado diante da taxa de juros elevada.
Consumo das famílias cresce no 1º trimestre apesar de juros
O aumento no consumo das famílias destaca-se como principal resultado inesperado nos dados trimestrais. A Formação Bruta de Capital Fixo também apresentou alta relevante, sinalizando que empresas continuam investindo apesar do ambiente de restrição creditícia.
Os números indicam que a demanda doméstica permanece aquecida mesmo com a Selic em patamares elevados. Consumidores seguem gastando, e investimentos produtivos não desaceleram na mesma proporção antecipada pelos analistas.
Segundo o Sinduscon-SP, essa resiliência da demanda contradiz parcialmente as previsões de queda acentuada da atividade econômica. O setor de construção, historicamente sensível às variações de taxa de juros, acompanha esse movimento de moderação nas pressões restritivas.
O ConstruCarta monitora esses indicadores para avaliar tendências no mercado imobiliário e de construção civil. A persistência do consumo pode sustentar a demanda por novos empreendimentos residenciais e comerciais nos trimestres seguintes.
Os dados do PIB do primeiro trimestre reforçam que a economia brasileira apresenta dinâmica distinta daquela observada em ciclos anteriores de aperto monetário. A velocidade de transmissão dos juros para consumo e investimento ocorre de forma mais gradual.
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