O Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção paulista avançou 1,24% em maio de 2026, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). O resultado marca a maior variação mensal registrada no ano até o momento.
CUB de São Paulo salta 1,24% em maio, maior alta de 2026
O Custo Unitário Básico da construção paulista registra 1,24% de alta em maio de 2026, a maior do ano. Mão de obra e despesas administrativas lideram aumentos confira
Mão de obra e despesas administrativas foram os principais vetores da elevação. Ambas as categorias tiveram suas maiores altas mensais de 2026 em maio, sinalizando pressão acumulada nos custos operacionais das construtoras paulistas.
O acumulado do indicador no período janeiro-maio de 2026 reflete o comportamento recorrente de pressão inflacionária no setor. As variações mensais consistentes indicam que materiais, serviços e recursos humanos seguem em trajetória ascendente, diferentemente de períodos anteriores em que o CUB apresentou estabilidade ou quedas moderadas.
A mão de obra respondeu pela maior contribuição isolada ao índice em maio. Esse movimento acompanha a recomposição salarial típica do segundo semestre na indústria da construção, quando sindicatos negociam reajustes com as empresas. As despesas administrativas, por sua vez, incluem custos com gestão, licenças, seguros e outros encargos que aumentaram de forma acentuada no mês.
Outros itens componentes do CUB, como materiais de construção e equipamentos, também contribuíram para o resultado, embora em magnitude menor que mão de obra e despesas. A pressão sobre custos de insumos permanece presente no mercado paulista, reflexo de dinâmicas nos preços de commodities e da demanda por produtos siderúrgicos e cimenteiros.
O Sinduscon-SP publica o CUB mensalmente como ferramenta de acompanhamento de custos para construtoras, incorporadoras e profissionais de engenharia. O índice serve como referência para orçamentos de obras, revisões contratuais e análises econômicas do setor. A alta de 1,24% em maio contrasta com o padrão de variações menores observadas nos primeiros meses de 2026.
Este comportamento do CUB em maio de 2026 reforça a tendência de pressão sobre margens das empresas do segmento. Construtoras aumentam reajustes de preços de venda para acomodar custos crescentes, movimento que impacta diretamente nos preços finais de imóveis no mercado paulista.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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