R$ 3,9 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) foram comercializados no mercado imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana entre janeiro e maio de 2026, segundo estudo do Sinduscon Ceará e Brain Inteligência Estratégica. O volume representa força contínua do setor na Capital cearense e arredores, com 7.217 unidades residenciais negociadas no acumulado do período.
Fortaleza movimenta R$ 3,9 bi em vendas imobiliárias
Fortaleza concentrou o maior dinamismo. O VGV Residencial da Capital disparou 53% na comparação com igual período de 2025, enquanto os municípios da Região Metropolitana (Aquiraz, Caucaia, Eusébio e Maracanaú) registraram aumento de 19% em faturamento residencial. A análise abraçou 428 empreendimentos de 149 empresas do setor.
Os lançamentos imobiliários foram o principal motor do crescimento. Na Região Metropolitana, o número de novos empreendimentos saltou 53%, passando de 19 para 29 residenciais nos primeiros cinco meses frente a 2025. Fortaleza também avançou 13%, com 18 novos lançamentos contra 16 no mesmo período anterior. O total de unidades lançadas cresceu 41% na Capital e 63% na Região Metropolitana.
O desempenho por faixa de renda revela pulso diferenciado. O segmento de médio e alto padrão em Fortaleza teve VGV multiplicado por 72% na comparação entre janeiro-maio de 2025 e 2026. Já o padrão econômico fechou com crescimento de 9% no VGV comercializado, enquanto os lançamentos econômicos avançaram 14%. Esse equilíbrio sinaliza demanda reprimida em múltiplos perfis de consumidor.
Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sinduscon Ceará, interpretou os números como reflexo de confiança das construtoras no mercado local. "Os dados mostram um setor forte, que continua investindo, gerando emprego e ampliando a oferta. O crescimento expressivo no faturamento reflete a liquidez e a maturidade do nosso comprador", afirmou durante reunião presencial da entidade realizada em 24 de junho em Fortaleza.
O presidente destacou que o aumento simultâneo de lançamentos e volume de vendas aponta demanda reprimida sendo liberada pelas condições favoráveis do mercado. A evolução beneficia toda a cadeia produtiva da construção civil e repercute no desenvolvimento econômico estadual. O estudo contou com patrocínio do Serviço Social da Indústria (SESI) e foi desenvolvido com apoio técnico da Brain.
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