A Hive vai construir na região da entrada principal da USP, em São Paulo, seu primeiro projeto de moradia estudantil na capital paulista. O empreendimento, chamado Hive USP, tem VGV estimado em R$ 100 milhões e será lançado em novembro, com entrega em 36 meses após o início das obras.
Hive mira investidor de Airbnb com moradia estudantil perto da USP
A Hive vai construir projeto de moradia estudantil perto da USP, com VGV de R$ 100 milhões, e vender leitos avulsos a pequenos investidores. Confira.
A companhia pretende disputar espaço com a Uliving, que até agora é o único nome de grande escala do nicho. Juliano Antunes fundou a Uliving em 2012 e deixou a empresa em 2025, pouco antes de entrar na nova empreitada como CEO da Hive.
Diferentemente da Uliving, onde todas as unidades pertencem à própria empresa, a Hive pretende vender leitos avulsos a investidores de pequeno porte, inclusive pessoas físicas, em busca de renda. O modelo se assemelha ao do Airbnb. A Hive já aplicou essa fórmula em Curitiba, no prédio B41, perto da PUC-PR. Segundo a companhia, o projeto vendeu 100% das unidades no lançamento e será entregue no segundo semestre de 2027.
A Hive, que tem a incorporadora Altma como sócia, prevê lançar mais 13 projetos até 2029, em nove cidades, com VGV projetado de R$ 1,1 bilhão. Para 2027, estão previstos novos empreendimentos em Curitiba, agora perto da UFPR, Belo Horizonte, Porto Alegre e Itajaí. Nos anos seguintes, a lista inclui Joinville, Florianópolis, Maringá e Goiânia. Cada projeto deverá contar com parcerias de incorporadoras locais. Antunes afirmou que a empresa vai concentrar a expansão no Sul e no Sudeste, pela proximidade geográfica.
No Hive USP, a Quartzo Capital estruturou a captação de recursos por meio do FII QTZD11, que ficará com 40% do projeto. Segundo Nikolas Nissei, diretor de Real Estate da Quartzo Capital, a venda de leitos aumenta a rentabilidade por metro quadrado: um quarto de 15 m², por exemplo, pode receber duas camas, o que rende mais do que negociar a metragem inteira. A venda antecipada a investidores também facilita o fluxo financeiro. Para compensar os dormitórios pequenos, o projeto oferece áreas comuns amplas, como cozinhas compartilhadas e terraço, e vende como diferencial a proximidade da universidade e do transporte público.
A Hive afirma que a gestão das locações é seu principal atrativo para investidores, já que a administração dos aluguéis e a manutenção ficam a cargo da empresa. Para os pais dos estudantes, a moradia restrita a alunos e a equipe que promove festas e eventos são apresentadas como fatores de segurança e integração.
Segundo Gabriel Falavina Dias, diretor de desenvolvimento imobiliário da Altma, o preço médio dos imóveis no bairro do B41 era de R$ 7 mil por m², e o projeto foi vendido a R$ 18 mil, em grande parte por causa dessa gestão.
Os executivos avaliam que o momento turbulento do mercado financeiro após as eleições traz alguns efeitos, mas não inviabiliza os planos, já que, em período de incerteza, cresce o interesse por ativos de tijolo. Antunes disse que a empresa só abrirá projetos em cidades com demanda e market share coerente, e que estudantes de universidades de elite costumam ter risco baixo, já que geralmente os pais pagam o aluguel.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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