Índices e Dados

INPC tem deflação de 0,01% em julho e acumula 4,10% em 12 meses

Fonte: Agência Brasil Economia·

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou julho de 2026 com deflação de 0,01%. Foi a primeira queda mensal desde agosto de 2025, quando o índice recuou 0,21%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, o INPC está em 4,10%. Em 2026, o índice soma alta de 3,50%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE.

O INPC mede a variação de preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, atualmente em R$ 1.621. O índice apura 367 produtos e serviços, dez subitens a menos que o IPCA.

No INPC, os alimentos representam cerca de 25% do índice, contra aproximadamente 21% no IPCA. Isso ocorre porque famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com alimentação. Na ponta oposta, passagens aéreas têm peso menor no INPC.

O acumulado de 12 meses do INPC é referência para o reajuste salarial de diversas categorias ao longo do ano. O salário mínimo, por exemplo, usa o dado de novembro. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e benefícios acima do mínimo são corrigidos pelo INPC acumulado até dezembro.

Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é "a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento".

A coleta de preços abrange dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

O IPCA, inflação oficial do país, fechou julho em 0,07% e acumula 4,44% em 12 meses. A alta foi puxada pelo recuo no custo dos alimentos.

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