Mercado Imobiliário

O pacotão de imóveis que a Vivo quer vender em São Paulo

Fonte: Metro Quadrado·

A Vivo colocou à venda um pacote de imóveis comerciais em São Paulo. São antigas centrais telefônicas que perderam função operacional com a migração da rede de cobre para a fibra óptica. A informação foi divulgada pelo Metro Quadrado.

A operadora de telefonia decidiu revisar seu portfólio imobiliário e reuniu uma cesta de propriedades em diferentes bairros da capital paulista. A venda faz parte de um movimento de desmobilização de ativos que não são mais essenciais para a operação.

## Os imóveis à venda

Segundo o Metro Quadrado, a Vivo não informou oficialmente o valor total do pacote nem o número exato de imóveis. As centrais estão localizadas em regiões como Centro, Zona Sul e Zona Oeste de São Paulo. Alguns terrenos têm potencial para conversão em empreendimentos residenciais ou comerciais.

A empresa contratou uma consultoria imobiliária para cuidar da comercialização. O objetivo é vender os ativos de forma individual ou em bloco, dependendo do interesse do mercado.

## Por que vender agora

A substituição da rede de cobre por fibra óptica reduziu a necessidade de espaços físicos para equipamentos de telecomunicações. As centrais telefônicas, que antes abrigavam grandes racks de comutação, tornaram-se obsoletas. A Vivo aproveita o momento de valorização imobiliária em São Paulo para se desfazer desses ativos.

A operadora já havia vendido imóveis semelhantes em outras capitais, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em São Paulo, o estoque disponível é considerado o maior do país.

## O mercado imobiliário paulistano

O mercado de imóveis comerciais em São Paulo registra alta demanda por terrenos para novos empreendimentos. A oferta de áreas centrais com boa infraestrutura é limitada. As antigas centrais da Vivo, muitas vezes localizadas em vias movimentadas, atraem construtoras e incorporadoras.

De acordo com o Metro Quadrado, a expectativa é que a venda gere milhões de reais em caixa para a Vivo. O valor final dependerá da negociação e das aprovações urbanísticas necessárias para cada imóvel.

A Vivo não comentou oficialmente o assunto até a publicação desta reportagem. O Metro Quadrado acompanha o desenrolar da operação.

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