A poupança registrou entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio, conforme relatório divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (9). Os depósitos atingiram R$ 368,4 bilhões enquanto as retiradas somaram R$ 365,8 bilhões. Rendimentos creditados nas contas chegaram a R$ 6,2 bilhões, elevando o saldo total da poupança para pouco mais de R$ 1 trilhão.
Poupança registra entrada líquida de R$ 2,6 bi em maio
Este é o primeiro mês de 2025 com entrada positiva de recursos. Nos últimos anos, a caderneta vinha acumulando saques líquidos: em 2024 foram R$ 15,5 bilhões em retiradas, enquanto em 2023 a perda atingiu R$ 87,8 bilhões. No ano passado, o saldo negativo chegou a R$ 85,6 bilhões.
Nos cinco primeiros meses de 2025, contudo, a poupança ainda acumula R$ 39,1 bilhões em retiradas líquidas. A fuga de recursos da caderneta relaciona-se à manutenção da Selic em patamares elevados, que estimula aplicações em investimentos com melhor rentabilidade.
De junho de 2024 a março de 2025, a taxa básica permaneceu em 15% ao ano, seu maior nível em quase duas décadas. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual em abril, levando-a a 14,5% ao ano — a segunda redução consecutiva. A autoridade monetária manteve o ciclo de corte de juros apesar das tensões geopolíticas e expectativas inflacionárias elevadas, mas evitou sinalizações sobre próximos movimentos.
A Selic funciona como principal ferramenta do Banco Central para manter a inflação na meta de 3%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Taxas de juros mais altas encarecem o crédito e estimulam a poupança, reduzindo a demanda aquecida.
Em abril, a inflação oficial fechou em 0,67%, pressionada pela alta nos alimentos. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,39%, conforme Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mantendo-se dentro do teto da meta. O índice de inflação de maio será divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12).
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