Índices e Dados

Financiamento imobiliário pelo SBPE cresce 12% no 1º semestre de 2026

Fonte: CBIC·

As concessões de financiamento imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 67,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 12% em relação aos R$ 60,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Os dados são dos Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2026, levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Sesi Nacional e elaborado pela Brain Inteligência Estratégica.

O crédito para a produção de imóveis teve crescimento mais expressivo. As concessões para construção passaram de R$ 12,8 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 26,5 bilhões no mesmo período de 2026, avanço de 107%.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, o resultado reflete as mudanças no modelo de financiamento do SBPE. “O novo modelo do SBPE já apresenta resultados concretos, com avanço do crédito imobiliário e perspectivas positivas para o mercado”, afirmou.

O vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC e presidente do Secovi-SP, Ely Wertheim, destacou o efeito do crédito sobre a demanda. “Mais crédito amplia a capacidade de compra das famílias, fortalece a demanda e contribui para manter o ritmo das vendas”, disse.

Intenção de compra atinge 52%

No segundo trimestre de 2026, 52% dos entrevistados declararam intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses, três pontos percentuais acima dos 49% registrados no mesmo período de 2025. Entre os interessados, 38% pretendem comprar, mas ainda não começaram a procurar; 10% já buscam pela internet e 4% já visitam imóveis. Outros 48% afirmaram não ter intenção de compra no período.

Sair do aluguel é a principal motivação para a aquisição, citada por 37% dos entrevistados. Na sequência aparecem sair da casa dos pais (15%), buscar mais espaço (14%), adquirir um imóvel para locação (12%) e mudar de localidade (9%).

Levantamento abrange 221 cidades

Os Indicadores Imobiliários Nacionais reúnem informações de 221 cidades brasileiras e contemplam diferentes regiões e realidades do mercado. O levantamento considera imóveis de diversas tipologias, padrões e faixas de preço, desde unidades do Minha Casa, Minha Vida até empreendimentos de médio e alto padrão.

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